Pandemia: operação da PF mira fraudes em contratos de hospitais de campanha em Goiás
Recursos para unidades de atendimento emergencial a pessoas com covid-19 teriam sido aplicados irregularmente, segundo investigação
Brasília|Do R7, em Brasília
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A PF (Polícia Federal) efetuou, na manhã desta terça-feira (26/5), a Operação Instituto Amigo, para desarticular uma quadrilha suspeita de cometer fraudes na execução de contratos relacionados à administração dos hospitais de campanha de Luziânia (GO) e de Formosa (GO), no Entorno do Distrito Federal, durante a fase crítica da pandemia de covid-19.
As investigações detalham que recursos públicos destinados às ações emergenciais teriam sido direcionados por meio de contratos com indícios de irregularidades, inclusive com possível simulação de propostas comerciais e inconsistências na execução contratual.
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Também foram detectados pagamentos por serviços sem comprovação da execução deles e a existência de despesas incompatíveis com os contratos analisados.
A investigação ocorre com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União) e continuará a partir da análise do material apreendido.
Cerca de 45 policiais federais se mobilizaram para cumprir 15 mandados de busca e apreensão, além de medidas judiciais de restrição patrimonial, como bloqueio de valores e apreensão de bens, nos estados de Goiás, Minas Gerais e São Paulo.
Os investigados devem responder por crimes como fraude na execução contratual, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. Até a mais recente atualização desta reportagem, a corporação não havia detalhado se os contratos envolviam entes municipais, estaduais ou federais.
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