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PF faz operação contra grupo suspeito de fraudar R$ 8,1 milhões na compra de kits de robótica

Segundo as investigações, dinheiro vinha do FNDE; agentes cumprem dois mandados de prisão temporária em Brasília

Brasília|Do R7, em Brasília

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Agentes cumprem 2 mandados de prisão em Brasília
Agentes cumprem 2 mandados de prisão em Brasília Divulgação/PF

A Polícia Federal faz uma operação na manhã desta quinta-feira (1º) contra um grupo suspeito de fraudar R$ 8,1 milhões em licitação e lavagem de dinheiro. Os agentes cumprem dois mandados de prisão temporária em Brasília (DF) e 27 mandados judiciais de busca e apreensão em Maceió (AL), oito na capital federal, um em Gravatá (PE), um em São Carlos (SP) e um em Goiânia (GO).

Segundo a PF, os crimes teriam ocorrido entre 2019 e 2022, durante a realização de processos licitatórios, adesões a atas de registro de preços e celebrações contratuais relacionadas ao fornecimento de equipamentos de robótica para 43 municípios de Alagoas, com recursos do Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educação (FNDE).

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As investigações apontam que os prejuízos podem chegar a R$ 19,8 milhões.

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De acordo com os agentes, as contratações teriam sido ilicitamente direcionadas a uma única empresa fornecedora dos equipamentos de robótica, por meio da inserção de especificações técnicas restritivas nos editais dos concursos e de cerceamento à participação plena de outros licitantes.

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Além dos mandados, foi determinado o sequestro de bens móveis e imóveis dos investigados, no valor de R$ 8,1 milhões, e a suspensão de processos licitatórios e contratos administrativos celebrados entre a empresa fornecedora investigada e os municípios alagoanos que receberam recursos do FNDE para aquisições de equipamentos de robótica.

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A investigação identificou ainda que foram realizadas, pelos sócios da empresa fornecedora e por outros investigados, movimentações financeiras para pessoas físicas e jurídicas sem capacidade econômica e sem pertinência com o ramo de atividade de fornecimento de equipamentos de robótica, o que pode indicar a ocultação e dissimulação de bens, direitos e valores provenientes das atividades ilícitas.

Segundo a PF, algumas dessas transações eram fracionadas em valores individuais abaixo de R$ 50 mil, com o fim aparentemente de burlar o sistema de controle do Banco Central. Em seguida, seriam realizados saques em espécie e entregas aos destinatários.

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