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PF faz operação que mira desvio de verbas durante enchentes no Rio Grande do Sul

São cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em municípios do estado

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Polícia Federal realiza a operação Lamaçal para investigar desvios de verbas no Rio Grande do Sul.
  • Estão sendo cumpridos 35 mandados de busca e apreensão em nove municípios do estado.
  • A operação apura irregularidades na contratação de serviços pela Prefeitura de Lajeado durante calamidade pública em 2024.
  • Os investigados podem responder por desvio de verbas públicas, crimes em licitações e lavagem de dinheiro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Buscas ocorrem em municípios do Rio Grande do Sul PF/ reprodução

A Polícia Federal, com apoio da CGU (Controladoria-Geral da União), cumpre 35 mandados de busca e apreensão, além da apreensão de 10 veículos e do bloqueio de até R$ 4,5 milhões, no âmbito da Operação Lamaçal, deflagrada nesta terça-feira (11).

O objetivo é apurar o cometimento de crimes contra a Administração Pública. Além disso, também é investigada lavagem de dinheiro, fruto de desvio de recursos públicos federais do Fundo Nacional de Assistência Social repassados à administração municipal de Lajeado (RS), em razão das enchentes ocorridas no mês de maio de 2024.

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As buscas ocorrem nos municípios de Lajeado, Muçum, Encantado, Garibaldi, Guaporé, Carlos Barbosa, São Leopoldo, Novo Hamburgo e Porto Alegre.

Segundo a investigação, houve irregularidades na dispensa de licitação feita pela Prefeitura Municipal de Lajeado para contratação de empresa para prestação de serviços terceirizados de psicólogo, assistente social, educador social, auxiliar administrativo e motorista. Os contratos somam R$ 120 milhões.

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A dispensa da licitação foi justificada pelo estado de calamidade pública declarado pelo município em 2024. “Há indícios de que a contratação direta da empresa investigada tenha ocorrido sem observância da proposta mais vantajosa e os valores contratados estariam acima do valor de mercado”, disse a PF, em nota.

Os investigados poderão responder pelos crimes de desvio de verbas públicas, crimes em licitações e contratos administrativos, bem como por lavagem de capitais.

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