PGR nega devolução de carros de luxo e rejeita apurar vazamento alegado por Cláudio Castro
No centro do debate está o contrato de aluguel de cobertura no Condomínio Atmosfera, no Rio de Janeiro
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Em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Paulo Gonet, se manifestou contra os pedidos feitos pela defesa do ex-governador do Rio de Janeiro Cláudio Castro e do empresário José Mauro de Farias Júnior.
A investigação apura crimes de organização criminosa, gestão fraudulenta e lavagem de capitais. No centro do debate está o contrato de aluguel de cobertura no Condomínio Atmosfera, no Rio de Janeiro.
O imóvel foi comprado por R$ 3,48 milhões pela empresa J3 Real Estate em 2023, logo após sua criação, mas a firma só abriu conta bancária três anos depois. Em abril de 2026, a cobertura foi alugada para Cláudio Castro por R$ 10 mil mensais — valor que a PGR classifica como desproporcional e abaixo do padrão de mercado.
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O parecer, endereçado ao relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, reforça as suspeitas de irregularidades financeiras e de lavagem de dinheiro envolvendo contratos de locação e compra de imóveis e veículos de luxo.
A PGR se posicionou contra a restituição de três automóveis da família de José Mauro de Farias Júnior (uma Mercedes-Benz GLC, uma Kia Carnival e uma BMW X6) e negou sua nomeação como depositário fiel.
Gonet aponta que há “suspeita a respeito da origem lícita dos bens”, que teriam sido adquiridos em período concomitante às supostas práticas delitivas e triangulações financeiras.
José Mauro chefiou a Secretaria de Transformação Digital do RJ entre 2022 e 2024, pasta criada por Castro que movimentou centenas de milhões de reais. O MP apurou ainda que repasses de campanha de Castro teriam sido triangulados para empresas ligadas a José Mauro.
Procuradoria rejeita tese de vazamento
A PGR descartou a alegação de Cláudio Castro de que o candidato a deputado federal Marcelo Freixo teria vazado informações sigilosas da Operação “Sem Refino 2” em tempo real no Instagram. Gonet destacou que a deflagração da operação foi amplamente coberta pela imprensa na manhã de 14 de agosto de 2026 e ressaltou a proteção à liberdade de imprensa.
Quanto ao pedido de cópia integral e extração de dados brutos de mídias apreendidas em maio de 2026, a PGR orientou que a solicitação deve ser feita dentro do processo onde tramita o acervo documental da Polícia Federal.
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