PGR recusa proposta de delação premiada de ex-presidente do BRB
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, avaliou que o pedido ‘apresenta reduzida utilidade e débil eficácia potencial’
Brasília|Ezequiel Trancoso e Gabriela Coelho, do R7, em Brasília
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A PGR (Procuradoria-Geral da República) recusou, nesta quinta-feira (25), a proposta de delação premiada feita pela defesa do ex-presidente do BRB (Banco de Brasília) Paulo Henrique Costa.
De acordo com análise do procurador-geral da República, Paulo Gonet, a proposta “apresenta reduzida utilidade e débil eficácia potencial para os fins a que deveria servir”. O magistrado cita ainda “ausência de ineditismo” nos tópicos expostos pela defesa de Costa ao sustentar a decisão de indeferir o pedido de delação.
“Não há, ainda, sinalização mínima do potencial de ressarcimento da pretendida colaboração, que a diferencie dos resultados já alcançados pelas autoridades cíveis e criminais engajadas na busca patrimonial”, argumenta Gonet.
Após a recusa da proposta de delação, o pré-candidato ao Senado e ex-governador do Distrito Federal Ibaneis Rocha (MDB) reagiu à decisão, afirmando ter sido vítima de Paulo Henrique Costa. “Quase oito meses de investigação e nem uma frase sobre mim. Eu fui vítima dele [Paulo Henrique Costa]”, disse Ibaneis.
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Entenda o caso
Paulo Henrique Costa foi preso em abril, no âmbito da Operação Compliance Zero, que investiga um esquema de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo instituições financeiras e o empresário Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master.
Costa presidiu a instituição entre janeiro de 2019 e novembro de 2025, quando foi afastado após decisão judicial. Antes do cargo, o executivo atuava como vice-presidente de Clientes, Negócios e Transformação Digital da Caixa Econômica Federal.
A PF (Polícia Federal) suspeita que Paulo Henrique Costa tenha recebido ao menos seis imóveis de Vorcaro — dois em Brasília e quatro em São Paulo, avaliados em R$ 140 milhões.
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