Poço de petróleo descoberto no Amapá é um dos mais profundos do mundo, diz presidente do IBP
Petrobras anunciou nesta sexta (2) a descoberta de petróleo na costa do Amapá; perfuração ocorre em águas ultraprofundas, cerca de 2,9 km abaixo do nível do mar
Brasília|Do R7, com RECORD NEWS
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A Petrobras anunciou nesta sexta-feira (2) a descoberta de petróleo no poço Morpho, na costa do Amapá. Ele fica localizado na margem equatorial, região do litoral conhecida pelo potencial de exploração da matéria-prima. A perfuração ocorre em águas ultraprofundas, cerca de 2,9 quilômetros abaixo do nível do mar.
Em entrevista ao Link News, Roberto Ardenghy, presidente do IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis), explica que a geologia da região é muito interessante, por talvez abrigar petróleo acumulado em camadas. “Uma camada de petróleo, depois uma camada de rocha e sedimento, uma segunda camada. É por isso que a Petrobras decidiu manter a perfuração”, completa.
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Segundo Ardenghy, a Petrobras ainda vai fazer mais perfurações para delimitar exatamente o volume desse reservatório, como são as características de pressão, temperatura e porosidade. A qualidade do petróleo, que é muito importante, se tem mais gás ou mais petróleo, se há presença, por exemplo, de algum contaminante. E, com isso, será definida a declaração de comercialidade, ou seja, que aquela reserva se justifica a ser explorada do ponto de vista comercial.
“Nós estamos falando de um dos poços mais profundos perfurados até hoje no mundo. Mas, se o volume de petróleo que nós tivemos lá for um volume grande, como parecem indicar as primeiras informações, nós vamos ter uma situação que, apesar dessa dificuldade inicial tecnológica, são dificuldades superáveis. E o Brasil tem essa tecnologia. Nós somos líderes mundiais na produção de petróleo em águas profundas e ultraprofundas”, assegura.
Ele destaca ainda que, quanto mais complexa for a produção na região, mais vai levar tempo para ela ser iniciada: “Nós estamos falando de um período entre seis a oito anos, talvez até um pouco mais, dependendo da capacidade do reservatório, que vai ser exatamente no momento em que o Brasil vai apresentar essa redução na produção das duas principais regiões produtoras hoje, que é a Bacia de Campos e a Bacia de Santos.”
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