Polícia investiga queimaduras em criança de 8 anos feitas com garfo quente no DF
Menino afirma que os ferimentos foram causados pela madrasta; pai diz não ter conhecimento do caso
Brasília|Do R7
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A PCDF (Polícia Civil do DF) investiga uma denúncia de maus-tratos contra um menino de 8 anos que teve queimaduras feitas no corpo com um garfo quente. A principal suspeita é que os ferimentos foram causados pela madrasta do menino, que morava com ele.
O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o exame feito no IML (Instituto Médico Legal), que confirmou os machucados. A mãe da criança negou ter conhecimento da situação e pediu medidas protetivas de urgência contra o pai e a madrasta.
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O pai da criança, que mora com ele, também disse nunca ter visto as queimaduras, que trabalhava o dia inteiro e mal via o menino.
A madrasta não foi encontrada pela polícia e foi intimada a prestar esclarecimentos na delegacia na tarde desta quinta-feira (14). O caso é investigado pela 19º DP (Delegacia de Polícia).
A denúncia
A denúncia foi feita pelo diretor da escola em que a criança estuda, na Ceilândia. Segundo a PCDF, o diretor contou que teria reparado que o aluno chegava à escola sempre sujo, com fome e deprimido. Por isso, ele começou a prestar atenção no menino e a se preocupar com a alimentação dele
Enquanto estava dando comida ao menino, o diretor então teria visto um machucado no rosto dele e, ao procurar, percebeu os outros ferimentos.
O que dizem os envolvidos
O pai do menino afirma que mora em uma casa com a esposa — madrasta — e outras sete crianças, filhas ou enteadas dele. Ele afirma que fica fora de casa durante todo o dia e volta do trabalho à noite. Todas as crianças seriam responsáveis pela própria higiene.
Ele também diz que não tinha conhecimento das queimaduras e nem tinha visto os ferimentos no filho até ser acionado pela polícia.
A mãe diz que não via o filho desde março, e que também não sabia dos machucados. Segundo as investigações, a mãe tem outros oito filhos e não tem residência no momento, morando com uma irmã.
A madrasta ainda não foi ouvida.
Saiba como denunciar
Denúncias de maus-tratos contra crianças podem ser feitas aos conselhos tutelares, Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente, Polícia Civil (197), Polícia Militar (190) ou Disque 100.
Perguntas e respostas
Qual é a investigação em andamento pela PCDF?
A PCDF (Polícia Civil do DF) investiga uma denúncia de maus-tratos contra um menino de 8 anos que sofreu queimaduras no corpo causadas por um garfo quente. A principal suspeita é a madrasta do menino, que morava com ele.
Quem acionou o Conselho Tutelar e qual foi a resposta?
O Conselho Tutelar foi acionado e acompanhou o exame realizado no IML (Instituto Médico Legal), que confirmou os machucados. A mãe da criança negou ter conhecimento da situação e solicitou medidas protetivas de urgência contra o pai e a madrasta.
Qual é a posição do pai da criança sobre as queimaduras?
O pai da criança, que também mora com ele, afirmou que nunca viu as queimaduras, pois trabalha o dia inteiro e mal vê o filho. Ele disse que não tinha conhecimento dos ferimentos até ser acionado pela polícia.
O que aconteceu com a madrasta?
A madrasta não foi encontrada pela polícia e foi intimada a prestar esclarecimentos na delegacia na tarde de quinta-feira (14). O caso está sendo investigado pela 19ª DP (Delegacia de Polícia).
Como a denúncia foi feita?
A denúncia foi feita pelo diretor da escola onde a criança estuda, em Ceilândia. O diretor notou que o aluno chegava à escola sempre sujo, com fome e deprimido, e começou a prestar atenção na alimentação dele. Durante uma refeição, ele viu um machucado no rosto da criança e, ao investigar, percebeu outros ferimentos.
Qual é a situação familiar do menino?
O pai do menino vive em uma casa com a esposa (madrasta) e outras sete crianças, todas filhas dele ou enteadas. Ele afirmou que as crianças são responsáveis por sua própria higiene e que não tinha conhecimento das queimaduras.
O que a mãe da criança disse sobre a situação?
A mãe afirmou que não vê o filho desde março e também não sabia dos machucados. De acordo com as investigações, ela tem outros oito filhos e atualmente não possui residência fixa, morando com uma irmã.
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