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Presidente do PL liderava estrutura paralela na Câmara para gerir emendas, diz PF

Valdemar Costa Neto teve os bens bloqueados nesta sexta por ordem de Flávio Dino; PF aponta fraude no repasse de verbas

Brasília|Bruna Pauxis, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Flávio Dino, do STF, determinou o bloqueio de bens de Valdemar Costa Neto por suspeita de uso de estrutura paralela na Câmara dos Deputados.
  • Valdemar Costa Neto é acusado de remanejar verbas públicas com a ajuda da servidora Nara Nicolau Brum, considerada central no esquema.
  • Mariangela Fialek é apontada como organizadora e operadora principal do fluxo de emendas, gerindo planilhas com indicações clandestinas.
  • As defesas de Costa Neto e das servidoras ainda não se manifestaram sobre as acusações.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Apesar de não exercer mandato eletivo, Costa Neto atuaria na Câmara por meio de servidores da Casa Beto Barata/ PL - Arquivo

Na decisão assinada pelo ministro Flávio Dino, do STF (Supremo Tribunal Federal) — que determinou o bloqueio de bens do presidente do PL, Valdemar Costa Neto —, informações fornecidas pela Polícia Federal indicam que o político utilizava uma “estrutura paralela” na Câmara dos Deputados para remanejar verbas públicas.

Segundo investigações da corporação, o liberal contava com a atuação da servidora da Câmara Nara Nicolau Brum. Ela seria uma “agente funcional central na engrenagem” de tratamento e encaminhamento de emendas parlamentares diretamente direcionadas a Costa Neto.


“Nara relata dificuldades para impor alterações às referidas indicações, afirmando, em diversas ocasiões, que Valdemar não aceitaria mudanças nos destinos definidos, mesmo diante de entraves técnicos. Em ao menos um momento, menciona que tais indicações estariam amparadas por promessa de valores oriundos da cota da Mesa Diretora, o que indicaria articulação em nível superior das estruturas formais da Casa”, destaca a PF.

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Assim como Nara, a servidora Mariangela Fialek, conhecida como “Tuca”, também é apontada como figura fundamental no esquema. Conforme a PF, ela é considerada “a organizadora central e principal operadora” do fluxo de emendas. Seu papel seria gerir diretamente as planilhas informáticas em que constavam as indicações de verbas feitas clandestinamente por Costa Neto.


Um terceiro nome também é citado na apuração da Polícia Federal. Advogado e ocupante de cargo especial na liderança do PL, Garigham Amarante Pinto é classificado como homem de estrita confiança e “emissário” direto do presidente do PL.

Garigham seria responsável por negociar os montantes globais e as funções orçamentárias prioritárias (saúde, esporte e turismo), chegando a tratar de cifras específicas de aproximadamente R$ 24 milhões em reuniões agendadas diretamente com o ex-deputado.


O R7 entrou em contato com a defesa de Valdemar Costa Neto e aguarda um retorno. A reportagem também tenta localizar as defesas dos servidores citados. O espaço está aberto para manifestação.

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