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Secretaria de Educação investiga suposta negligência com criança autista em escola no DF

Denúncia foi realizada pelo pai da criança, de 10 anos; ele teria sido isolado em uma sala durante uma crise

Brasília|Karla Beatryz*, do R7, em Brasília

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Aluno estava no chão de sala com dois profissionais
Aluno estava no chão de sala com dois profissionais

A Secretaria de Educação do Distrito Federal recebeu uma denúncia através da Ouvidoria Pública, sobre uma criança, de 10 anos, que teria sido isolada em uma sala de aula durante uma crise. A pasta foi procurada pelo pai da criança, que é diagnosticada com Transtorno do Espetro Autista (TEA). O caso ocorreu na Escola Classe 111 Sul, em Brasília.

Segundo a Secretaria de Educação, a corregedoria da pasta apura o caso. “A pasta esclarece que os fatos serão apurados em relação a todos os servidores envolvidos e que adotará todas as medidas cabíveis, nos termos da Lei Complementar nº 840/2011”, afirma a secretaria. O pai da criança, Everton Venancio, afirma que o caso envolve uma série de eventos preocupantes.


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Segundo Everton, durante a crise do seu filho, a diretora determinou que o aluno fosse levado 'a força' para uma sala de aula diferente e, segundo o responsável, a medida seria discriminatória contra a criança. “A nova diretora, em seu terceiro dia, presenciou uma crise do meu filho, que foi desencadeada por ter molhado sua camisa. Ainda em adaptação na escola, ele repulou em retornar ao ambiente. Diante da situação, a diretora decidiu que ele fosse levado a força para uma sala, aumentando sua crise e gerando um comportamento agressivo”, afirma.

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Um vídeo divulgado pelo pai da criança, nas redes sociais, mostra o menino deitado no chão de uma sala de aula, batendo na porta e gritando. O garoto estaria acompanhado de um educador e a professora. Ele afirma que a diretora justificou a ação, dizendo que em caso de crises de alunos autistas em frente à escola, a norma é retirar os alunos para que os vizinhos não filmem o ocorrido.

“Ela justificou a postura alegando a necessidade de proteger a imagem da escola. Essa orientação, além de desumana, é completamente inaceitável, colocando a imagem institucional acima do direito e bem-estar da criança”, conta Everton. O caso ocorreu em 12 de julho, mas foi divulgado apenas nesta quarta-feira (19). 


O caso foi registrado na 1ª Delegacia de Polícia Civil, no Setor Policial Sul, e segue em apuração.

*Sob supervisão de Fausto Carneiro.

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