Senado aprova o nome de Gabriel Galípolo para diretoria de Política Monetária do Banco Central
Futuro diretor do BC é homem de confiança do ministro Haddad; advogado Ailton Aquino será primeiro negro diretor do BC
Brasília|Camila Costa, do R7, em Brasília

Os senadores aprovaram, em Plenário, a indicação de Gabriel Muricca Galípolo e de Ailton de Aquino Santos para o Banco Central. Galípolo será diretor de Política Monetária e Aquino, diretor de Fiscalização. A votação foi realizada nesta terça-feira (4), em sessão deliberativa do Senado. Eles foram sabatinados pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) mais cedo nesta terça, e o próximo passo, agora, é comunicar as aprovações à Presidência da República.

No momento da votação do nome de Galípolo, 52 senadores estavam presentes no plenário. A maioria deles — 39 — votou favorável à indicação. Doze senadores foram contra, e houve uma abstenção. O advogado e funcionário de carreira do banco Ailton de Aquino Santos foi aprovado por 42 votos favoráveis, 10 contrários e uma abstenção.
Galípolo é homem de confiança do ministro Fernando Haddad. É economista e até então ocupava o cargo de secretário-executivo do Ministério da Fazenda. Trabalhou no Centro Brasileiro de Relações Internacionais, na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e no Banco Fator. O ex-número 2 de Haddad também ocupou a chefia das secretarias de Economia e de Transportes no governo estadual de São Paulo.
Aquino é servidor do Banco Central há 25 anos e será o primeiro negro a ocupar uma posição de direção. “Para chegar a condição de indicado de um cargo tão relevante foram muitos obstáculos e desafios que um garoto negro, de família pobre, do interior da Bahia, teve que superar”, discursou na CAE.
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Pontos de interesse
A indicação de Galípolo tem duas principais frentes: o Comitê de Política Monetária (Copom) e a sucessão do Banco Central.
Na diretoria de Política Monetária, o economista terá destaque no debate sobre a taxa básica de juros, a Selic, durante as reuniões do Copom. O governo federal tem pressionado o banco para uma diminuição da taxa.
Além disso, o mandato de Roberto Campos Neto, atual presidente do BC, se encerra em 2024. O nome de Galípolo já ronda nos bastidores como uma das opções para substituí-lo.













