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Senado homenageia vítimas do Holocausto da Alemanha nazista

Sobrevivente de campo de concentração esteve presente na sessão; mais de 6 milhões de judeus morreram durante o regime

Brasília|Hellen Leite, do R7, em Brasília

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Plenário do Senado durante sessão especial destinada a homenagear as vítimas do holocausto
Plenário do Senado durante sessão especial destinada a homenagear as vítimas do holocausto

O Senado homenageou as vítimas do Holocausto em sessão solene nesta terça-feira (18). O Yom Hashoá, Dia da Lembrança do Holocausto, é marcado anualmente em 18 de abril como dia de recordação das vítimas do massacre. Mais de 6 milhões de judeus foram mortos pela Alemanha nazista.

George Legmann, um dos homenageados na sessão, nasceu em um campo de concentração alemão em 1944 e comentou a experiência de ter sido um sobrevivente do Holocausto. 


"Infelizmente, a humanidade não aprendeu e até hoje há quem negue a existência do Holocausto. Temos que cuidar da democracia para que não aconteça nunca mais o que aconteceu. Somos todos iguais, independentemente de credo, raça ou cor", afirmou.

O embaixador de Israel, Daniel Zohar Zonshine, disse que o regime nazista foi uma "indústria de morte". "Só os judeus foram assassinados por questões religiosas. Não por algo que fizeram, mas simplesmente por serem judeus. O Holocausto foi a essência do mal humano", afirmou.


"Este ano marcamos o 80º aniversário da Revolta do Gueto de Varsóvia. Várias dezenas de jovens judeus, homens e mulheres, decidiram que não morreriam sem lutar. Não tinham chance real de derrotar a máquina nazista, eles sabiam disso. A maioria deles não sobreviveu; alguns, sim; e alguns deles vieram a Israel. A neta de um dos líderes tornou-se em Israel a primeira piloto de caça da Força Aérea Israelense", completou o representante israelense.

Manifestações neonazistas

O senador Fabiano Contarato (PT-ES) comentou a importância da resistência judaica e disse que as manifestações neonazistas precisam ser combatidas na sociedade. "Os mais jovens não têm vivo na memória o trauma histórico do Holocausto. Para eles, a Segunda Guerra Mundial parece ser um evento distante, não se tem a real noção do que foi o nazifascismo e a perseguição de minorias com os métodos covardes de regimes totalitários", afirmou.

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