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Maioria do STF valida lei que abre espaço para avanço da Ferrogrão

Governo federal e setor do agronegócio consideram a ferrovia uma obra estratégica para o escoamento de grãos no Norte

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • STF valida lei que altera limites do Parque Nacional do Jamanxim para construção da Ferrogrão.
  • Decisão é vista como vitória para o agronegócio e governo federal, facilitando o escoamento de grãos pelo Norte do país.
  • Julgamento encerra impasse jurídico sobre a constitucionalidade da Medida Provisória que desafetou 864 hectares do parque.
  • Ferrogrão promete reduzir custos de frete e emissões de gases, mas ainda enfrentará licenciamento ambiental e pressões políticas.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Realizado em plenário, julgamento encerra anos de impasse jurídico sobre a constitucionalidade de MP Gustavo Moreno/STF – 07.05.2026

Por maioria de votos, o STF (Supremo Tribunal Federal) validou a lei que alterou os limites do Parque Nacional do Jamanxim, no Pará, liberando uma faixa de terra para a construção da Ferrogrão (EF-170).

A decisão representa uma vitória de peso para o setor do agronegócio e para o governo federal, que consideram a ferrovia uma obra estratégica para o escoamento de grãos pelo Norte do país.


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O julgamento, realizado em plenário, encerra anos de impasse jurídico sobre a constitucionalidade da MP (Medida Provisória) 758/2016 — convertida na Lei 13.452/2017 —, que retirou a proteção de cerca de 864 hectares da unidade de conservação para abrir espaço aos trilhos.

A Corte analisou uma ação movida pelo PSOL, que questionava o uso de uma MP para reduzir os limites da reserva ambiental entre Sinop (MT) e Itaituba (PA). O partido alegava que a mudança violava a Constituição e representava um retrocesso na proteção do meio ambiente.


O relator do caso, ministro Alexandre de Moraes, votou a favor da validade total da lei, sem impor nenhuma condição. Ele foi acompanhado pelos ministros Luís Roberto Barroso, André Mendonça, Kássio Nunes Marques, Luiz Fux e Dias Toffoli, formando a maioria dos votos no plenário.

A análise do caso ainda não foi encerrada pelo plenário do STF porque os ministros Edson Fachin e Cármen Lúcia ainda precisam votar. Prevaleceu, contudo, o entendimento de que a redução da área é pontual e justificada pelo impacto econômico positivo do empreendimento.


Promessas e contrapartidas

A Ferrogrão promete reduzir os custos de frete e diminuir a dependência do transporte rodoviário (como a BR-163) — o que, segundo defensores, também pode reduzir a emissão de gases poluentes por caminhões.

Além disso, o texto validado prevê que a área retirada do parque seja compensada com a incorporação de novos territórios protegidos em outra região, mitigando o impacto ecológico.


O setor produtivo estima que a ferrovia possa cortar o custo do frete de grãos em até 30%, tornando o produto brasileiro ainda mais competitivo no mercado internacional, especialmente rumo à Europa e à Ásia.

Apesar do sinal verde do STF na questão territorial, a Ferrogrão ainda não tem o caminho totalmente livre. A obra enfrentará um rigoroso processo de licenciamento ambiental e pressões políticas.

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