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‘Somente benefícios’: fim da escala 6x1 deve reduzir ações trabalhistas, diz advogado

André Ferrari explica que a maior parte dos processos atualmente está relacionada à saúde mental

Brasília|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Senado aprovou a PEC que acaba com a escala 6x1, reduzindo a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais.
  • A mudança garante dois dias de descanso remunerado sem redução salarial.
  • Advogado trabalhista acredita que a nova medida reduzirá ações judiciais, especialmente as relacionadas à saúde mental.
  • Com menos horas de trabalho, espera-se uma melhoria na saúde mental dos trabalhadores e uma diminuição de afastamentos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O plenário do Senado aprovou na noite desta quarta-feira (14), em dois turnos, a PEC do fim da escala 6x1. A proposta reduz gradualmente a jornada máxima de 44 para 40 horas semanais e dá dois dias de descanso remunerado ao trabalhador, sem redução salarial.

Para o advogado trabalhista André Ferrari, a mudança “trará somente benefícios”, a começar pela redução dos processos judiciais. “Hoje, o maior número de ações, um grande número de ações, versa sobre saúde mental laboral no trabalho. Com uma diminuição de jornada, nós vamos observar uma diminuição de pessoas afastadas. Possivelmente menos ações trabalhistas”, afirma em entrevista ao Jornal da Record News.

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Regra passa a valer 60 dias após a promulgação da emenda Reprodução/Record News

A expectativa é de que a nova regra beneficie 26,8 milhões de trabalhadores, segundo o Dieese (Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos). Desses, 22 milhões são trabalhadores formais, o equivalente a 54% dos empregados com carteira assinada, e aproximadamente 4,8 milhões de trabalhadores informais que atualmente cumprem jornadas superiores a 40 horas por semana.

Como o texto foi mantido pelo relator do projeto, senador Omar Aziz (PSD-AM), a proposta não precisará retornar à Câmara e poderá seguir diretamente para a promulgação. O advogado explica que, “depois de 60 dias, começa na prática. E, como todo texto final, teremos alguns ajustes. Nós não temos ainda o texto final, mas essa mudança será gradual”.

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