PT e PL devem empurrar decisão de palanque em Minas Gerais até ‘os 45 do segundo tempo’
Estado costuma definir disputa nos últimos segundos devido a impacto na corrida pelo Palácio do Planalto, avalia especialista
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Na contagem regressiva para as convenções partidárias e o registro de candidaturas no fim de julho, Minas Gerais ainda vive em cenário incerto. Nem Lula nem Flávio Bolsonaro, melhores colocados nas pesquisas sobre a corrida presidencial, definiram quem vão apoiar no segundo maior colégio eleitoral do país e, portanto, com peso decisivo no resultado nacional;
A indefinição mineira, contudo, não é novidade, segundo o cientista político do Ibmec (Instituto Brasileiro de Mercado de Capitais) Adriano Cerqueira, e ocorre justamente por esse peso na disputa nacional.
“A eleição aqui em Minas sempre é decidida nos 53 minutos do segundo tempo. Isso porque a definição das chapas para o governo do estado é diretamente afetada pelas chapas presidenciais, porque o eleitorado mineiro impacta diretamente na definição do resultado presidencial”, explica.
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Lula apostava na candidatura de Rodrigo Pacheco (PSB) no estado. O clima com o senador, no entanto, azedou depois da rejeição de Jorge Messias ao STF pelo Senado. Já o PL, de Flávio Bolsonaro, tem Nikolas Ferreira como seu principal nome no estado. O deputado, porém, deixou claro que não quer concorrer. O partido está dividido entre apoiar Cleitinho (Republicanos) ou lançar Flávio Roscoe (PL), ex-presidente da Fiemg.
Para Adriano Cerqueira, a situação é mais complicada para a esquerda. “O eleitorado mineiro hoje é majoritariamente mais à direita. O PT está enfraquecido em Minas por conta da gestão do [Fernando] Pimentel [ex-governador do estado], muito mal avaliado pelo eleitorado. Quem tem certa força é a prefeita de Contagem, Marília Campos, que pode ter mais chances se disputar ao Senado [no lugar do governo]”, pondera.
O especialista avalia que alguns nomes aparecem com certo destaque, como o senador Cleitinho, enquanto o do governador Mateus Simões (PSD), que era vice do atual pré-candidato Romeu Zema (Novo), “não tem força própria, mas pode crescer a partir dos apoios que tiver”.
Para Simões, contudo, pesa quem será o candidato a presidente que ele vai apoiar. “O Zema é do Novo, Mateus Simões é do PSD, o PSD tem um candidato a presidente que é o [Ronaldo] Caiado. Ou seja, o Caiado vai continuar sendo candidato a presidente? Simões espera o apoio do PL em Minas, mas o PL também tem o seu candidato [Flávio Bolsonaro]. Se Flávio e Caiado mantiverem a candidatura, como será o palanque para Simões? Ele vai apoiar dois presidentes?”, questiona.
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