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Tribunal militar autoriza coleta de provas em ação que pode tirar patente militar de Bolsonaro

STM aceitou pedido da defesa de Bolsonaro em julgamento sobre permanência do ex-presidente no oficialato

Brasília|Mariana Saraiva, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • STM autoriza novas diligências no processo sobre a permanência de Jair Bolsonaro nas Forças Armadas.
  • A defesa solicitou documentos funcionais e registros da trajetória militar de Bolsonaro.
  • A ação é baseada na condenação do STF, onde Bolsonaro recebeu pena superior a 27 anos de prisão.
  • Oficiais condenados a penas superiores a dois anos podem perder o posto e a patente após avaliação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Decisão beneficia Bolsonaro e amplia coleta de provas em processo sobre sua condição como oficial Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil- 14.09.2025

O STM (Superior Tribunal Militar) decidiu nesta quarta-feira (22) permitir a realização de novas diligências no processo que pode avaliar a permanência do ex-presidente Jair Bolsonaro no quadro de oficiais das Forças Armadas.

A autorização atende a um pedido da defesa do ex-capitão reformado, que solicitou a obtenção de documentos funcionais e registros sobre sua trajetória militar. A ação foi movida pelo procurador-geral da Justiça Militar, Clauro Roberto de Bortolli, com base na condenação imposta pelo STF (Supremo Tribunal Federal), na qual Bolsonaro recebeu pena superior a 27 anos de prisão.


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Documentos solicitados

Com a decisão, o STM determinou o envio de ofícios ao Ministério da Defesa e aos comandos da Marinha, do Exército e da Aeronáutica para que encaminhem informações sobre a trajetória militar do ex-presidente. Caso os documentos não sejam localizados, os órgãos deverão comunicar formalmente a ausência dos registros.

Responsável pela relatoria, o ministro Carlos Vuyk de Aquino avaliou que o pedido da defesa segue as normas internas da Corte, que garantem a produção de provas documentais. Segundo ele, o conteúdo pode auxiliar na análise dos critérios éticos e morais que embasam esse tipo de julgamento.


Entre os dados solicitados estão prontuário funcional, histórico disciplinar, avaliações de desempenho, condecorações e registros de conduta após a passagem para a reserva — elementos que, na avaliação da defesa, são relevantes para o caso.

Pela legislação, militares condenados a penas superiores a dois anos podem ser submetidos a esse procedimento, que examina a compatibilidade com o oficialato e pode levar à perda do posto e da patente.


Próximos passos

O processo entra agora na fase de coleta de provas. Após o envio das informações pelos órgãos militares, a defesa ainda terá prazo para se manifestar antes da continuidade do julgamento.

A ação integra os desdobramentos jurídicos decorrentes da condenação de Bolsonaro na esfera penal.

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