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Milei na convenção do PL é mais negativo do que positivo para Flávio Bolsonaro, diz pesquisa

Durante o evento, argentino atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de ‘presidiário’ e ‘ladrão’

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A participação de Javier Milei na convenção do PL pode prejudicar a campanha de Flávio Bolsonaro, segundo Andrei Roman da AtlasIntel.
  • Milei fez ataques a Lula e ao ministro do STF, Alexandre de Moraes, durante o evento.
  • Flávio Bolsonaro e aliados falaram sobre a "onda azul" de vitórias da direita na América Latina, mas Milei enfrenta alta desaprovação.
  • O cientista político destacou a articulação crescente entre lideranças conservadoras na América Latina, semelhante ao Foro de São Paulo.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Durante convenção do PL, Milei também ofendeu Alexandre de Moraes, chamando-o de “lixo careca” Marina Uezima/Agência O Dia/Estadão Conteúdo - 25.07.2026

A participação do presidente da Argentina, Javier Milei, na convenção do PL que homologou a candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência tende a trazer mais prejuízos do que benefícios à campanha do senador. A avaliação foi feita nesta segunda-feira (27) pelo cientista político e CEO do instituto de pesquisas AtlasIntel, Andrei Roman.

Durante o evento, Milei atacou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a quem chamou de “presidiário” e “ladrão”. O argentino também ofendeu o ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Alexandre de Moraes, classificando-o como “lixo careca”. A Justiça negou um pedido de Milei para visitar o ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Na convenção, realizada no sábado (25), Flávio, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito da capital paulista, Ricardo Nunes (MDB), afirmaram que a chamada “onda azul” — expressão usada para descrever as vitórias de candidatos de direita em países latino-americanos — deve chegar ao Brasil em outubro, com a eleição do senador. As declarações foram feitas ao lado de Milei, que derrotou o peronismo na Argentina.

“Seria mais fácil trazer a onda azul para o Brasil se ela estivesse bem nos arredores: se Milei tivesse uma aprovação muito forte de seu governo, se tivéssemos outros governos de direita muito populares na América Latina e se o próprio governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, apresentasse taxas de aprovação impressionantes”, argumentou Roman, em entrevista coletiva após participar de um almoço com empresários.

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Na avaliação do cientista político, esses resultados ofereceriam exemplos positivos que poderiam ser explorados pela direita brasileira. Mas Milei ainda enfrenta uma desaprovação próxima de 60%, enquanto Trump chega às eleições de meio de mandato em um contexto adverso e com a possibilidade de um resultado historicamente ruim para o Partido Republicano.

O CEO da AtlasIntel ponderou, todavia, que o campo conservador tem reproduzido uma característica historicamente associada à esquerda: a articulação entre lideranças latino-americanas. Ele citou o Foro de São Paulo como exemplo de espaço no qual dirigentes de esquerda se reuniam para discutir programas, demonstrar solidariedade e manter alianças tanto em momentos favoráveis quanto em períodos de dificuldade.

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Segundo Roman, essa articulação tem se consolidado progressivamente entre os movimentos conservadores e representa uma novidade em relação ao cenário de uma década atrás. Para ele o fenômeno evidencia o fortalecimento das pautas ideológicas na disputa política e é consequência da polarização.

Roman também classificou como um episódio sem precedentes na história recente do país o fato de o presidente argentino vir ao Brasil para participar da campanha de um líder da oposição e fazer declarações pejorativas contra o chefe do Executivo brasileiro e um integrante do STF.

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Na avaliação do cientista político, Milei provavelmente não adotaria essa postura se não contasse com o respaldo de Trump. Sem esse apoio, acrescentou, a reação do governo brasileiro poderia ser mais contundente e as consequências diplomáticas para a Argentina, mais graves.

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