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Nunes Marques quer impor maior transparência a institutos de pesquisas nas eleições

Ideia é aperfeiçoar formulário de registro das enquetes para que o público tenha acesso a informações mais detalhadas

2026|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Kassio Nunes Marques, presidente do TSE, quer mais transparência dos institutos de pesquisas eleitorais.
  • Planos incluem aperfeiçoar o formulário de registro das enquetes e disponibilizar dados no site do TSE.
  • Institutos deverão informar a data da primeira pesquisa para evitar empresas sem experiência.
  • TSE irá julgar o uso de recursos audiovisuais nas pesquisas eleitorais em plenário.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Nunes Marques quer deixar os dados no site do TSE Rosinei Coutinho/STF - 03.12.2025

O presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Kassio Nunes Marques, planeja exigir mais transparência dos institutos de pesquisas eleitorais neste ano. A ideia é aperfeiçoar o formulário de registro das enquetes para que o público tenha acesso a informações mais detalhadas — dentre elas, quem financiou a pesquisa, os locais onde ela foi aplicada e a faixa etária dos entrevistados.

Nunes Marques quer deixar os dados no site do TSE, à disposição de qualquer pessoa interessada. Hoje, esses dados são públicos, mas só são revelados se houver solicitação específica ao tribunal.


Também deve ser exigido dos institutos a data em que eles realizaram a primeira pesquisa eleitoral. Isso porque, segundo fontes do tribunal, algumas empresas não têm experiência em pesquisas e atuam mediante contratações pontuais. Esses institutos funcionariam apenas durante as campanhas e fechariam as portas depois das eleições.

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Antes disso, porém, o TSE deve julgar em plenário as regras para pesquisas eleitorais neste ano. O caso foi motivado pela decisão de Nunes Marques de suspender a divulgação de um levantamento que mostrou Flávio Bolsonaro em queda na corrida para o Palácio do Planalto. Segundo o ministro, o uso de recursos audiovisuais induziram a resposta dos eleitores.


No plenário, os ministros devem julgar se recursos audiovisuais são permitidos ou não nas pesquisas, e de que forma podem ser usados. A ideia é que vídeos e áudios sejam liberados, desde que mostrados aos entrevistados após a pesquisa espontânea.

Na próxima segunda-feira (3), quando forem retomadas as atividades do TSE, Nunes Marques deve chamar os ministros para uma conversa sobre o tema.


Em julho, institutos de pesquisa foram ouvidos pelo tribunal sobre a forma como atuam. O processo deve ser discutido em plenário a partir da segunda semana de agosto.

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