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Tebet defende apresentar em novembro pacote de medidas para revisão de gastos

Ministra do Planejamento afirma que impactos serão sentidos em 2026 e que não há pressa na aprovação das propostas

Brasília|Plínio Aguiar, do R7, em Brasília

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Pacote de medidas com revisão de gastos deve ser apresentado em novembro, defende Tebet Washington Costa/MPO - 08.10.2024

A ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet, defendeu nesta quarta-feira (30) que o governo federal apresente no mês de novembro o pacote com medidas de revisão de gastos.

Mais tarde, os titulares da JEO (Junta de Execução Orçamentária) vão se reunir e, entre os temas que devem ser debatidos, está a reforma que o governo prepara, a fim de aliviar as contas públicas e atingir a meta fiscal.

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“Para mim, nós precisamos apresentar agora no mês de novembro. A maioria das medidas não precisa ser aprovada esse ano, porque a questão do impacto [fiscal] é para 2026. Se o Congresso falar que quer abrir comissões, com o novo presidente do Congresso, com o novo presidente da Câmara, eu, como ministra, nesse caso, não vejo dificuldades para votação em março”, disse Tebet.

Em agenda no Palácio do Planalto, a ministra afirmou que a JEO precisa de uma “decisão coletiva” sobre o tema, que já está na mesa de Luiz Inácio Lula da Silva.

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“O presidente já tem noção do que precisa ser feito, dos valores, de quais medidas, isso tudo já alinhamos. Tinha que ter concordância dos dois ministérios. Agora é hora de falar com os outros ministros. Os valores ainda não podemos passar, porque só o presidente vai poder bater o martelo.”

Para Tebet, o importante é apresentar ao país “um pacote consistente” e que dê conforto, tanto ao Planalto quanto ao Congresso.

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“É por justiça social. Não vamos mexer com direitos de ninguém. Mas tem muita coisa para mexer. Muita política pública ineficiente que pode ser remodelada. É o primeiro pacote estrutural que nós temos. O primeiro de pelo menos dois que teremos que fazer”, disse.

Na última terça-feira (29), Lula se reuniu com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, para debater as medidas de contenção de gastos. A equipe econômica tem construído as matérias e apresentado ao presidente para posterior envio das propostas ao Congresso Nacional. Não há, ainda, data para divulgação das iniciativas.

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A expectativa é tratar as alterações em PECs (Proposta de Emenda à Constituição) ou projetos de lei. A revisão dos benefícios sociais é a principal aposta do Executivo para cortar gastos públicos. A gestão ressalta, porém, que os programas não serão reduzidos — trata-se da exclusão de beneficiários que não se encaixam nos parâmetros e da alteração de benefícios duplicados, por exemplo.

Etapas da revisão

A ministra do Planejamento, Simone Tebet, dividiu o processo de corte de gastos do governo federal em três etapas. A primeira, já concluída, incluiu o “pente-fino” nos benefícios sociais. A segunda parte diz respeito ao envio das medidas legais ao Congresso Nacional.

Por fim, num terceiro momento, serão discutidas iniciativas que, segundo a ministra, vão exigir maior diálogo com o Legislativo.

“Posso dizer que a gente teria até 30 medidas ao longo do tempo para apresentar na segunda etapa e na terceira etapa. Temos muitas medidas, algumas têm impacto de R$ 1 bilhão, outras de R$ 5 bilhões ou R$ 4 bilhões. Nós selecionamos [para a segunda etapa] aquelas que a gente acha que têm condições de ser aprovadas ou adiantadas, condições de serem discutidas e analisadas pelo Congresso Nacional neste momento”, explicou.

Tebet declarou que as medidas que serão enviadas ao Legislativo não contemplam todas as mudanças que o Executivo planeja implementar. “Ainda que não sejam as ideais ou aquelas que nós gostaríamos, são as que a política permite, que o momento político permite. Lembrando que nós estamos a, praticamente, dois meses e meio do final do ano legislativo”, justificou.

“Não podemos colocar todas as medidas de revisão estrutural neste momento, porque a gente tem um calendário muito curto, nós temos que trabalhar com a política brasileira, com diálogo com o Congresso Nacional. Então, a ideia é colocar o máximo possível de medidas ainda este ano, dentro daquilo que a gente sabe que é possível votar — ou começar a discussão e terminar no primeiro semestre do ano que vem — para depois ter um segundo pacote de medidas estruturantes”, continuou a ministra.

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