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‘Um dos fatos mais graves do BC’, diz Galípolo sobre envolvimento de servidores no caso Master

Funcionários são suspeitos de fornecer orientações estratégicas sobre processos administrativos e prestar consultoria ao Master

Brasília|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, considera grave o envolvimento de servidores em fraudes no Banco Master.
  • Dois funcionários de chefia foram afastados em março por suspeitas de fornecer orientações estratégicas ao Master.
  • Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são investigados por consultorias informais que afetavam processos do Banco Central.
  • As ações dos servidores incluíam sugestões de abordagens em reuniões e definições de estratégias institucionais para o Master.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

'Só a justiça vai determinar o que aconteceu', disse o presidente do Banco Central nesta terça, no Senado Edilson Rodrigues/Agência Senado - 19.05.2026

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, comentou nesta terça-feira (19) sobre o afastamento dos servidores envolvidos no esquema de fraude do Banco Master e considerou o caso “um dos mais graves que já aconteceram na história” da instituição. Os funcionários, que ocupam cargos de chefia, foram afastados em março.

“Foi gravíssimo, só a justiça vai determinar o que aconteceu, que é o afastamento de dois servidores do Banco Central. Acho que é um dos fatos mais graves que já aconteceram na história do Banco Central”, disse Galípolo durante uma audiência da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

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Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana são suspeitos de fornecer orientações estratégicas sobre processos administrativos do BC e prestar consultoria ao Banco Master.

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Segundo as investigações, Paulo Sérgio prestava consultoria informal e contínua a Vorcaro, fornecendo orientações estratégicas sobre a atuação do Banco Central em processos administrativos envolvendo o Banco Master, inclusive sugerindo abordagens e argumentos a serem utilizados em reuniões com dirigentes da autarquia reguladora.

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Já Belline Santana prestava consultoria estratégica a Vorcaro, discutindo temas relacionados à situação regulatória do Master, fornecendo orientações acerca da condução de processos administrativos e participando de tratativas voltadas à definição de estratégias institucionais do banco em relação ao Banco Central.

Galípolo disse, ainda, que os dois servidores estavam presentes em uma das reuniões que decidiria a compra do Master pelo Fictor.

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Visitas ao BC

O presidente da CAE, senador Renan Calheiros (MDB-AL), disse ter obtido informações que mostram que Vorcaro fez 24 visitas ao Banco Central durante a gestão de Campos Neto. Ao todo, as reuniões somaram 21h45.

Ao ser questionado, Galípolo alegou que reuniões longas para bancos que estão em crise são “normais”, principalmente porque, na época, o Banco Central estava aplicando um controle mais duro e restrições aos Master.

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“É supercomum que um banco que esteja em condição de dificuldade tenha reuniões longas e extensas”, frisou o presidente do BC.

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