Galípolo reconhece que o Brasil mantém taxa de juros mais alta do que a de países pares
Segundo o presidente do Banco Central, os índices são justificados pelo baixo desemprego e pela economia aquecida
Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília
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O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, admitiu nesta terça-feira (19) que a taxa de juros do Brasil é “sistematicamente” mais alta do que a de outros países pares. Atualmente, a Selic se mantém a 14,5% ao ano, o menor valor após uma sequência de altas. Entretanto, segundo ele, os índices são justificados pelo baixo desemprego e pela economia aquecida.
“Ao analisar as taxas de juros praticadas pelo Brasil ao longo das últimas décadas, comparativamente à maior parte dos seus pares, é fato que o Brasil sustenta taxas de juros sistematicamente, historicamente mais altas do que seus pares”, disse, durante uma audiência da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.
Segundo Galípolo, as decisões acerca da taxa podem “passar a sensação” de que a autoridade monetária foi “excessivamente conservadora”.
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Apesar disso, ao analisar o resultado da política monetária, o presidente do BC apontou que, em um período de seis anos, apenas em dois (2020 e 2023) não foram cumpridas as metas estabelecidas. O que, na visão dele, sugere que talvez o Banco Central tenha sido “pouco conservador” e que deveria ter estabelecido a taxa de juros em um patamar ainda mais alto para cumprir a meta.
“Por que o Brasil tem taxas de juros historicamente mais altas? [..] Por que no Brasil é necessário fazer um esforço maior de política monetária para se conseguir o mesmo efeito que se consegue em outros países do mundo?”, questionou, ao apontar o baixo nível de desemprego e a economia aquecida como justificativa.
O que é a Selic?
A Selic representa o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção e podem desacelerar o crescimento econômico.
Na prática, elevações na Selic aumentam os juros aplicados a financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, desestimulando a demanda e contribuindo para a contenção da inflação.
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