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Galípolo reconhece que o Brasil mantém taxa de juros mais alta do que a de países pares

Para o presidente do BC, índices se justificam pelo baixo desemprego e pela economia aquecida; hoje, a taxa Selic está em 14,5% ao ano

Brasília|Giovana Cardoso, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reconheceu que a taxa de juros do Brasil é sistematicamente mais alta que a de países similares.
  • A taxa Selic atual é de 14,5% ao ano, considerada a menor após uma sequência de altas.
  • Galípolo justifica os altos índices pela combinação de baixo desemprego e uma economia aquecida.
  • Embora os juros sejam elevados, o presidente do BC defende que o Banco Central poderia ter sido menos conservador na definição das metas de juros.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Presidente do BC, Gabriel Galípolo é ouvido nesta terça-feira (19) em audiência pública no Senado Edilson Rodrigues/Agência Senado

O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, admitiu nesta terça-feira (19) que a taxa de juros do Brasil é “sistematicamente” mais alta do que a de outros países pares. Atualmente, a Selic se mantém a 14,5% ao ano, o menor valor após uma sequência de altas. Entretanto, segundo ele, os índices são justificados pelo baixo desemprego e pela economia aquecida.

“Ao analisar as taxas de juros praticadas pelo Brasil ao longo das últimas décadas, comparativamente à maior parte dos seus pares, é fato que o Brasil sustenta taxas de juros sistematicamente, historicamente mais altas do que seus pares”, disse, durante uma audiência da CAE (Comissão de Assuntos Econômicos) do Senado.

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Segundo Galípolo, as decisões acerca da taxa podem “passar a sensação” de que a autoridade monetária foi “excessivamente conservadora”.

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Apesar disso, ao analisar o resultado da política monetária, o presidente do BC apontou que, em um período de seis anos, apenas em dois (2020 e 2023) não foram cumpridas as metas estabelecidas. O que, na visão dele, sugere que talvez o Banco Central tenha sido “pouco conservador” e que deveria ter estabelecido a taxa de juros em um patamar ainda mais alto para cumprir a meta.

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“Por que o Brasil tem taxas de juros historicamente mais altas? [..] Por que no Brasil é necessário fazer um esforço maior de política monetária para se conseguir o mesmo efeito que se consegue em outros países do mundo?”, questionou, ao apontar o baixo nível de desemprego e a economia aquecida como justificativa.

O que é a Selic?

A Selic representa o principal instrumento de controle do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Taxas elevadas encarecem o crédito, limitam o consumo e a produção e podem desacelerar o crescimento econômico.

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Na prática, elevações na Selic aumentam os juros aplicados a financiamentos, empréstimos e cartões de crédito, desestimulando a demanda e contribuindo para a contenção da inflação.

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