Brasília Vídeo: 'É fome', grita homem em área residencial de Brasília

Vídeo: 'É fome', grita homem em área residencial de Brasília

Caso chamou a atenção de moradores em área nobre da capital federal e foi registrado em vídeo por um morador

  • Brasília | Renato Souza, do R7, em Brasília

Caso aconteceu em área nobre da capital

Caso aconteceu em área nobre da capital

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A cena de um homem desesperado por comida chamou a atenção de moradores de uma área nobre de Brasília nesta terça-feira (2/11). Carregando um saco com alguns materiais, ele gritava em meio aos blocos da Asa Norte. O caso foi registrado por um morador da Quadra 106 e publicado na internet. "Por favor, alguém compre um arroz, alguém compre um leite. Por favor, é fome", disse ele.

O homem usa as mãos para ampliar a voz e alcançar quem reside nos apartamentos dos blocos que formam a quadra. O jornalista Carlos Alberto Júnior, de 52 anos, desceu para ajudar e conta que o homem estava com a família. "Eu estava em casa quando ouvi os gritos dele e desci para ajudar. Ele me disse que o nome dele era Marcos. Estava acompanhado de dois adolescentes e uma mulher. Ele disse que é de Goiás, que tinha mais quatro filhos em casa e precisa de comida. Falou que é auxiliar de pedreiro, mas não está conseguindo emprego", diz.

De acordo com Carlos, outras pessoas em situação parecida têm passado pela localidade onde ele mora. No caso desta terça, ele disse ter contribuído com um pequeno valor para ajudar na compra dos alimentos. "Na outra semana, passou uma mulher pedindo pelo amor de Deus que lhe dessem comida, algum dinheiro. Não é a primeira vez, mas esse tipo de cena não é comum aqui na região", completa.

O aumento da inflação tem deteriorado o poder de compra das famílias brasileiras e elevado o número de pessoas que vivem em situação de pobreza e extrema pobreza. O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 1,87% em setembro deste ano, acumulando alta de 10,25% nos últimos 12 meses, de acordo com o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O índice é puxado pela alta do dólar e atinge diretamente as famílias com menor poder aquisitivo.

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