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Zema propõe redução de impostos para revitalizar áreas comerciais degradadas

Candidato defendeu regime tributário especial por até 10 anos para regiões que receberem investimentos

2026|Vinicius Rangel, da RECORD

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Romeu Zema propõe regime tributário especial para revitalizar áreas comerciais degradadas em grandes cidades brasileiras.
  • A proposta inclui redução de impostos para empresas que investirem na revitalização, com benefícios por até 10 anos.
  • Zema critica a diferença de tributação entre produtos nacionais e estrangeiros e defende simplificação do sistema tributário.
  • O candidato também aborda a necessidade de ouvir o setor produtivo e critica o excesso de burocracia e leis que penalizam trabalhadores.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Romeu Zema (Novo) defendeu redução de impostos para comerciantes de áreas degradadas Divulgação/Thiago Max

O candidato do Novo à Presidência da República, Romeu Zema, defendeu nesta sexta-feira (4) a criação de um regime tributário especial para áreas comerciais degradadas de grandes cidades brasileiras.

A proposta do mineiro prevê redução de impostos municipais, estaduais e federais para empresas que investirem na revitalização dessas regiões.


Segundo Zema, o benefício poderia valer por até dez anos e seria condicionado à realização de melhorias nos imóveis e estabelecimentos comerciais.

“Seria um regime tributário muito vantajoso, mas para quem está colaborando para essa revitalização, para nós termos cidades mais bonitas, onde as pessoas podem ter uma qualidade de vida melhor”, afirmou.


A declaração foi dada após uma reunião com comerciantes e empresários da região da Rua Santa Ifigênia, maior polo de comércio de eletrônicos da capital paulista, no Centro.

Zema afirmou que o modelo poderia ser aplicado em outras grandes cidades brasileiras que enfrentam problemas de degradação urbana.


O candidato citou Belo Horizonte, Porto Alegre e Fortaleza como exemplos de cidades que possuem regiões que precisam ser revitalizadas. Para ele, a recuperação desses espaços também poderia aproximar trabalhadores de seus empregos e reduzir o tempo gasto diariamente no transporte.

Crítica à ‘taxa das blusinhas’

Zema também criticou o tratamento tributário dado aos produtos vendidos por empresas estrangeiras em comparação com os comerciantes brasileiros.


Ao comentar o fim da chamada ‘taxa das blusinhas’, o presidenciável afirmou ser favorável à medida, mas defendeu que o benefício seja estendido aos empresários que produzem e vendem no Brasil.

“Eu queria que ela fosse estendida para quem vende aqui no Brasil. Sou favorável, mas deveria estender para quem gera imposto, para quem paga imposto aqui, para quem gera emprego.”

Para Zema, a diferença de tributação estimula empresas brasileiras a transferirem operações para outros países.

O candidato também criticou a complexidade do sistema tributário, a legislação trabalhista e a insegurança jurídica. Segundo ele, esses fatores aumentam o custo de produção no país e dificultam a geração de empregos.

‘Político rico e povo pobre’

Na abertura da entrevista, Zema afirmou que o Brasil precisa ouvir mais o setor produtivo e criticou o que chamou de excesso de burocracia e de leis que, segundo ele, penalizam quem trabalha e gera empregos.

“Chega de político rico e povo pobre. O brasileiro está cansado.”

Sobre as pesquisas eleitorais, que apontam 2% de intenção de voto para ele em levantamento recente, o candidato disse que pretende manter a estratégia de viajar pelo país e afirmou que o resultado das eleições será definido em 4 de outubro.

Caso Master

Zema voltou a criticar a atuação de integrantes do Supremo Tribunal Federal (STF) no caso do Banco Master. Sem apresentar novas informações sobre as acusações, afirmou que ministros da corte precisam ter isenção e voltou a defender investigação sobre o caso.

Ao comentar uma declaração atribuída a um investigado, envolvendo outros políticos, Zema adotou tom mais cauteloso e disse que é necessário aprofundar as investigações antes de tirar conclusões.

“Tudo o que sai da boca de um bandido tem de ser visto com muita reserva. [...] Acho que a investigação tem de aprofundar”, concluiu.

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