Campanha de Lula testa discurso mais duro sobre Judiciário em meio à crise no STF
Equipe avalia aprofundar defesa de código de ética, fim dos supersalários e mudanças no sistema de emendas parlamentares
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A campanha do presidente Lula (PT) começou a testar um discurso mais incisivo sobre mudanças no sistema político e no Judiciário diante da crise sem precedentes instalada no Supremo Tribunal Federal.
Coordenadores avaliam a repercussão de algumas bandeiras para decidir até que ponto Lula deve incorporá-las ao discurso eleitoral. Além de uma reforma do Judiciário, estão na mesa a adoção de um código de ética para todo o Poder Judiciário e o Ministério Público e o fim dos chamados supersalários.
A campanha também quer aprofundar as críticas ao atual sistema de emendas parlamentares, visto como uma distorção que reduziu a capacidade do Executivo de decidir sobre a aplicação de recursos públicos.
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Parte do discurso já começou a ser testada pelo presidente do PT e coordenador da campanha, Edinho Silva. A estratégia agora é medir a reação antes de Lula entrar pessoalmente e com mais força nesses temas.
A movimentação ocorre em meio à crise provocada pelas revelações do caso Master e pelo confronto entre Alexandre de Moraes e André Mendonça.
Para a campanha, a crise abriu espaço para defender mudanças sem colocar Lula diretamente no embate entre os ministros. A ideia é ampliar a discussão para regras de conduta, transparência, privilégios e funcionamento das instituições.
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