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Zanin mantém Ricardo Couto como governador interino do Rio de Janeiro

Ministro negou pedido da Alerj para que o novo presidente da Casa, Douglas Ruas, assumisse o governo estadual

Brasília|Gabriela Coelho, do R7, em BrasíliaOpens in new window

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Ministro Cristiano Zanin determina que Ricardo Couto continue como governador interino do Rio de Janeiro.
  • Alerj solicitou que Douglas Ruas assumisse o cargo, mas a solicitação foi negada.
  • Ricardo Couto permanecerá no cargo até que o STF decida sobre a eleição de um governador-tampão.
  • Julgamento da forma de eleição ainda está em andamento, com placar favorável a eleições indiretas no momento.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ministro Cristiano Zanin
Zanin disse que desembargador segue como governador até nova decisão do STF Rosinei Coutinho/STF - 26.3.2026

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Cristiano Zanin determinou nesta sexta-feira (24) que o presidente do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, desembargador Ricardo Couto, permaneça no cargo de governador.

A decisão foi tomada após o PSD (Partido Social Democrático) pedir para que a corte negasse uma solicitação feita pela Alerj (Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro) para que o recém-eleito presidente da Casa, Douglas Ruas (PL), assumisse imediatamente o governo do estado.


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Zanin explicou que o plenário do STF definiu que Ricardo Couto será o governador interino até que a corte decida como deve ser a eleição para a escolha de um governador-tampão para o Rio de Janeiro até o fim de 2026.

Segundo o ministro, ordens do STF não podem ser alteradas por fatos políticos internos da Alerj.


“Como já exposto, o plenário do Supremo Tribunal Federal explicitou que ‘até nova deliberação permanecerá no exercício do cargo de Governador do Estado do Rio de Janeiro o Exmo. Presidente do Tribunal de Justiça do Estado, com todos os poderes e prerrogativas inerentes à Chefia do Poder Executivo”, disse Zanin.

Renúncia de Castro

A polêmica se instalou desde a renúncia de Cláudio Castro, que deixou o cargo quando não havia vice-governador nem presidente da Alerj para substituí-lo.


O plenário do STF vai decidir se a eleição para um mandato-tampão deve ser direta (pelo voto dos eleitores) ou indireta (pelos deputados estaduais).

O julgamento começou no início de abril. No momento, o placar é de 4 a 1 para a realização de eleições indiretas. A análise do tema foi suspensa por pedido de vista do ministro Flávio Dino, que pediu mais tempo para formular o voto.


Dino aguardava a publicação pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) do acórdão do julgamento que condenou Cláudio Castro por abuso de poder político e econômico nas eleições de 2022, o que aconteceu nessa quinta-feira (23).

Ao suspender o julgamento, Dino afirmou precisar do inteiro teor da decisão do TSE para embasar melhor seu voto. Segundo ele, o documento pode ajudar a nortear a melhor solução jurídica para a situação.

Com a publicação do acórdão, Dino já pode devolver o caso para análise do STF. Ainda não há uma data para que isso ocorra.

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