Logo R7.com
RecordPlus
Notícias R7 – Brasil, mundo, saúde, política, empregos e mais

Cai para 22 o número de vítimas hospitalizadas da tragédia em Santa Maria 

Segundo Ministério da Saúde, três delas permanecem na UTI, em estado grave

Cidades|Do R7

  • Google News
Caso é considerado a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, no ano de 1961
Caso é considerado a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, no ano de 1961

O número de vítimas do incêndio na boate Kiss, em Santa Maria (RS), hospitalizadas caiu de 24 para 22, segundo informou nesta quarta-feira (27) o Ministério da Saúde. Ainda conforme dados oficiais, três delas permanecem em estado grave, estão internadas na UTI (Unidade de Tratamento Intensivo) e respiram com auxílio de aparelhos.

A tragédia aconteceu há exato um mês e provocou a morte de 239 pessoas, a maioria jovens. A quantidade de internados ultrapassou 140. Muitos precisaram de cuidados médicos após a inalação de fumaça tóxica produzida pela combustão da espuma usada no isolamento acústico da boate. Cinco feridos morreram no hospital.


Após o episódio, os pacientes em estado mais grave foram transferidos para Porto Alegre, cerca de 300 km de Santa Maria, para um hospital de referência no atendimento a queimados no Estado.

Neste período, o Estado chegou a receber ajuda do exterior. A Argentina mandou estoque de pele para o Brasil e médicos do Canadá foram para o Rio Grande do Sul avaliar os pacientes internados e iniciar a aplicação da técnica de ventilação extracorpórea, que ajuda a promover uma recuperação pulmonar mais rápida.


O caso de Santa Maria é considerado a segunda maior tragédia do País depois do incêndio do Grande Circo Americano, em Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro. Em 17 de dezembro de 1961, o circo pegou fogo durante uma apresentação e deixou 503 mortos.

Preocupado com saúde mental, médico quer que dono da boate Kiss vá para outro presídio


Após suposta tentativa de suicídio, sócio da boate Kiss é sedado e algemado em cama de clínica

Acompanhamento


Na última sexta-feira (22), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou as medidas que fazem parte da terceira fase de atendimento médico aos familiares, vítimas e profissionais que participaram do resgate do incêndio na boate. Segundo o ministro, as ações fazem parte de um termo de compromisso que vai organizar o serviço de acompanhamento clínico e psicossocial para os envolvidos. 

Em nota, ficou esclarecido que receberão atendimento “os pacientes que foram internados com comprometimento pulmonar e/ou queimaduras; as pessoas que tiveram contato na boate com os gases e inalante; além dos amigos, familiares das vítimas e profissionais envolvidos no atendimento que precisam de apoio psicológico”.

Ainda de acordo com a nota, nesta etapa, o foco será o acompanhamento dos pacientes que sofreram problemas pulmonares. Além disso, aqueles que estiveram no local da tragédia serão cadastrados para que ocorra o monitoramento de seu estado de saúde. Em março será aberto um espaço para o cadastramento dessas pessoas.

Delegado não descarta pagamento de propina para funcionamento da boate Kiss com irregularidades 

Há um “empurra-empurra de culpa”, diz delegado sobre depoimentos após incêndio em boate no RS

Já os feridos que ficaram internados na UTI e tiveram problemas respiratórios graves serão submetidos a novos exames para uma avaliação mais completa, como explica o ministro na nota. 

— Esses exames nos permitem avaliar se houve evolução de alguma lesão pulmonar ou qualquer outro tipo de alteração ou sequela. Esse resultado vai nos ajudar a prever que outras ações clínicas podem ser adotadas.

Veja a cobertura completa da tragédia

Maioria das vítimas era de estudantes. Veja o perfil

Segurança da boate diz que extintor não funcionou

O caso

O incêndio na boate Kiss, em Santa Maria, a 290 km de Porto Alegre, aconteceu na madrugada do dia 27 de janeiro. O fogo teria começado quando a banda Gurizada Fandangueira se apresentava. Segundo testemunhas, durante o show foi utilizado um sinalizador — uma espécie de fogo de artifício chamado "sputnik" — que, ao ser lançado, atingiu a espuma do isolamento acústico, no teto da boate. As chamas se alastraram em poucos minutos.

A casa noturna estava superlotada na noite da tragédia, segundo o Corpo de Bombeiros. O incêndio provocou pânico e muitos não conseguiram acessar a única saída da boate. Os proprietários do estabelecimento não tinham autorização dos bombeiros para organizar um show pirotécnico na casa noturna. O alvará da casa estava vencido desde agosto de 2012.

Polícia faz busca na casa dos músicos da banda Gurizada Fandangueira no RS

Dono de boate passa primeira noite em penitenciária e pede transferência

O inquérito policial do caso será finalizado até o próximo domingo, dia 3 de março. Previsto para ser encerrado na terça-feira (26), o prazo foi estendido por mais cinco dias.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.