Esquartejamento no AM: polícia identifica 4 envolvidos no crime
Na sexta (17), parte da população do município de Fonte Boa invadiu delegacia para retirar preso; ele teve o corpo despedaçado e foi queimado
Cidades|Marcos Rogério Lopes, do R7

Cinco dias após a noite de bárbarie registrada no município de Fonte Boa, no Amazonas, a polícia identificou quatro envolvidos no assassinato de Ronald Gomes Borges, que teve seu corpo esquartejado e queimado por parte da população na noite de sexta-feira (17).
Os acusados, que ainda não foram presos, foram identificados a partir da análise das imagens de sexta-feira.
Ronald estava preso na delegacia local acusado de estuprar e matar qunta-feira (16) uma menina de 10 anos. No dia seguinte, algumas pessoas, revoltadas, depredaram e invadiram a carceragem, retiraram o preso do local e o levaram para a rua, onde foi assassinado e queimado. Vídeos da bizarra fogueira foram compartilhados em redes sociais e em blogs da região.
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De acordo com o delegado Mariolino Brito, diretor de Departamento de Polícia do Interior (DPI), essas quatro pessoas ainda não podem ter a identidade revelada e estão sendo indiciadas por homicídio, vilipêndio de cadáver, tentativa de homicídio, incitação ao crime, apologia ao crime e dano qualificado.
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O município segue com o reforço policial autorizado pela Secretaria de Segurança Pública do Amazonas desde sábado (18), e ele não tem data para ser desativado. O DPI pediu também a reforma da delegacia, destruída pelos moradores.
Logo após o crime, o chefe do Estado Maior da Polícia Militar, coronel Ronaldo Negreiros, afirmou que nos vídeos é possível ver um grande número de pessoas entrando na delegacia, ateando fogo às viaturas e jogando pedras.
“Nós temos ali aproximadamente 15 policiais. Nós repelimos a ação, a justiça pelas próprias mãos, pois temos um Estado de Direito, e esse estado precisa ser respeitado. O crime em si é hediondo, mas nós somos braço armado do Estado, somos responsáveis por conter, prender e colocar o indivíduo à disposição da justiça. Com essa ação criminosa, quem vai ficar prejudicado pelo trabalho da polícia vai ser a população do município, pois temos viaturas danificadas, uma delegacia danificada. Então nós repudiamos esse ato em si. Um crime não pode justificar a prática de outro crime”, comentou o coronel.

















