Aeronautas e aeroviários decidem hoje se entram em greve
Categorias podem começar paralisação a partir das 6h da próxima sexta-feira (20)
Economia|Do R7
O SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas), que representa pilotos, co-pilotos e comissários de bordo, e o Sindicato Nacional dos Aeroviários (funcionários que trabalham com a operação aérea no balcão de check-in, pista), decidem nesta quinta-feira (19) se irão começar uma greve nacional por tempo indeterminado a partir da próxima sexta-feira (20) às 6h.
A decisão dos aeronautas será tomada em assembleias que serão realizadas em Brasília, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre às 13h30. A categoria acredita que, se houver paralisação, as chances de atrasos de voos e também de cancelamentos são grandes.
Entre as reinvindicações dos aeronautas estão um reajuste de 8% no salário da categoria (ante 5,56% oferecido), folgas regulamentares, plano de saúde e previdência privada.
Já os aeroviários também realizam assembleias em todo o País para decidirem sobre a paralisação. No último dia 11, as duas categorias se reuniram com o Snea (Sindicato Nacional das Empresas Aeroviárias) para discutir as reivindicações.
Segundo a assessoria de imprensa da Abear (Associação Brasileira das Empresas Aéreas), que representa o Snea, os aeroviários de São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Amazonas aceitaram a proposta do sindicato patronal de 7% de reajuste do piso salarial da categoria, aumento de 5,6% no salário dos que ganham até R$ 10 mil e um reajuste fixo de R$ 560 em todos os salários acima de R$ 10 mil. A proposta também incluía ajustes nos vale-refeição e alimentação.
Porém os aeronautas e outras bases dos aeroviários (Porto Alegre, Recife, Campinas e Guarulhos) não entraram em acordo. Uma nova reunião de negociação foi realizada nessa quarta-feira (18) e os resultados serão discutidos em assembleias nesta quinta.
Segundo a assessoria de imprensa do Sindicato Nacional dos Aeroviários, as bases de São Paulo, Minas, Rio de Janeiro e Amazonas são filiadas à Força Sindical. Já os que não aceitaram a proposta, incluindo o próprio Sindicato Nacional da Categoria, fazem parte da Fentac (Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil) e da CUT (Central Única dos Trabalhadores).
Atualmente, 84 mil aeronautas e aeroviários trabalham em todo o País.















