Agência de risco diz que nomeação de Lula indica prioridade na conveniência política
Em fevereiro, a Moody's retirou o selo de bom pagador do Brasil e negativou a nota do País
Economia|Do R7, com Reuters

A agência de classificação de risco Moody's disse que a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como novo ministro do governo da presidente Dilma Rousseff indica uma mudança na prioridade do governo na direção da conveniência política em detrimento do ajuste fiscal.
"A mudança ministerial aponta para uma mudança nas prioridades do governo no sentido da conveniência política à custa de prosseguir com a consolidação fiscal", disse a analista da Moody's Samar Maziad em comentário enviado à Reuters.
Em fevereiro, a agência rebaixou o rating do País em dois degraus, a "Ba2", tirou o selo de bom pagador e mudou a perspectiva da nota para negativa.
A agência disse que seus cenários já incorporam a possibilidade de que eventos políticos pudessem complicar as perspectivas de crédito do País.
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Perspectiva
A perspectiva negativa, informada pela Moody’s, reflete a visão da agência de que “riscos de uma consolidação e recuperação ainda mais lenta, ou de que ocorra choques adicionais, estão crescendo, criando incertezas sobre a magnitude da deterioração do perfil de dívida do Brasil ao longo do horizonte de rating”.
Para a Moody’s, as métricas de crédito do Brasil sofreram deterioração significativa desde a atribuição do rating. A agência afirma esperar que a “deterioração continue nos próximos três anos devido à intensidade do choque para a economia brasileira, a falta de progresso do governo em alcançar seus objetivos de reformas fiscais e econômicas e a expectativa de que atual dinâmica política seja mantida nesse período”.













