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‘Alivia a dor, mas não alivia a causa da dor’, diz economista sobre novo Desenrola

Programa amplia acesso ao crédito para trabalhadores informais adimplentes, mas juros ainda são considerados elevados por especialistas

Economia|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O governo federal lançou o programa Desenrola Adimplentes, visando oferecer crédito com juros menores para trabalhadores informais que estão em dia com suas contas.
  • A medida permite o uso de até 20% do saldo do FGTS, com limite de R$ 1 mil, para reduzir o custo dos empréstimos.
  • O economista Miguel Daoud destaca que cerca de 40% dos trabalhadores brasileiros informais podem se beneficiar, mas alerta que os juros ainda são altos.
  • Além dos informais, o programa inclui medidas para ex-alunos do Fies interessados em empreender, mas há preocupação com o impacto inflacionário da ampliação do crédito.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O governo federal anunciou nesta segunda-feira (29) o Desenrola Adimplentes, programa que oferece acesso a crédito com juros menores para trabalhadores informais que mantêm as contas em dia. A iniciativa também prevê a possibilidade de utilizar até 20% do saldo do FGTS (Fundo de Garantia do Tempo de Serviço), limitado a R$ 1 mil, para ajudar a reduzir o custo dos empréstimos.

Para o economista Miguel Daoud, a medida é positiva por ampliar o acesso ao crédito para uma parcela significativa da população. Segundo ele, cerca de 40% dos trabalhadores brasileiros atuam na informalidade e podem ser beneficiados pela iniciativa.


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O programa permitirá financiamentos de até R$ 15 mil, com taxa de juros de 1,99% ao mês, equivalente a cerca de 27% ao ano. Apesar de considerar a proposta um avanço, Daoud avalia que o custo do crédito ainda é alto para muitos brasileiros.

Na avaliação dele, o principal desafio continua sendo o patamar dos juros praticados no país. “Com essa taxa de juros que temos, é muito difícil qualquer empresa sobreviver no Brasil”, disse. O economista ressalta que o crédito é fundamental para a atividade produtiva. “A indústria vive exatamente do oxigênio, que é o crédito. Se esse oxigênio é muito caro, eles evidentemente param de respirar”, afirmou.


Além dos trabalhadores informais, o pacote anunciado pelo governo também inclui medidas voltadas a ex-alunos do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) que desejam investir em atividades empreendedoras. Segundo Daoud, as ações podem estimular a geração de renda, mas exigem atenção aos possíveis impactos sobre a inflação com a ampliação da oferta de crédito na economia.

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