Plano do governo vai ampliar acesso ao crédito para empresas afetadas por tarifas dos EUA
Solicitações para o Plano Brasil Soberano poderão ser feitas a partir de 8 de junho
Brasília|Luiza Marinho*, do R7, em Brasília
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O governo federal ampliou, nesta quarta-feira (3), o alcance do Plano Brasil Soberano e permitirá que um número maior de empresas tenha acesso às linhas de crédito criadas para enfrentar os impactos das tarifas impostas pelos Estados Unidos e das turbulências econômicas provocadas pela guerra no Oriente Médio.
O anúncio foi feito em meio às propostas dos Estados Unidos de impor novas tarifas extras sobre produtos importados do Brasil. Nos últimos dias, os americanos propuseram duas sobretaxas extras: uma de 25%, sob a alegação de que as práticas comerciais do Brasil são desleais em uma série de questões, desde o comércio digital até o desmatamento ilegal; e uma de 12,5%, por falha no combate ao trabalho forçado.
Com a nova regra, as empresas contempladas poderão apresentar pedidos de crédito a partir da próxima segunda-feira (8). A consulta sobre a elegibilidade estará disponível nesta quinta-feira (4).
A mudança foi oficializada pelo Ministério da Fazenda e pelo MDIC (Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços). A principal alteração reduz de 5% para 1% o impacto mínimo no faturamento bruto necessário para que empresas exportadoras e seus fornecedores possam solicitar financiamento pelo programa.
Passam a ser elegíveis empresas cujo faturamento com exportações tenha representado pelo menos 1% da receita bruta apurada entre julho de 2024 e junho de 2025.
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Empresas
Também foram incluídas empresas exportadoras de bens industriais e seus fornecedores que mantêm negócios com países do Oriente Médio, como Arábia Saudita, Bahrein, Catar, Emirados Árabes Unidos, Irã, Iraque, Kuwait e Omã.
Nesse caso, o percentual mínimo de faturamento com exportações também foi reduzido para 1%, considerando o período entre janeiro e dezembro de 2025.
Segundo o ministro do MDIC, Marcio Elias Rosa, a iniciativa busca proteger a economia brasileira dos efeitos de crises internacionais.
“Essa medida protege o setor produtivo e os empregos dos brasileiros de instabilidades externas, atendendo à determinação do presidente Lula de colocar os interesses do povo brasileiro sempre em primeiro lugar. Esse é o compromisso do governo do Brasil”, afirmou.
Como solicitar
A alteração não modifica as regras aplicáveis ao segundo grupo de beneficiários do programa, composto por empresas de setores industriais considerados essenciais para a economia brasileira.
Estão incluídos segmentos como os de produtos têxteis, químicos, farmacêuticos, automotivos, máquinas e equipamentos, aparelhos elétricos, eletrônicos, informática, borracha e plástico, equipamentos de transporte e minerais críticos.
As empresas enquadradas no primeiro e no terceiro grupos deverão consultar a elegibilidade por meio da plataforma digital disponibilizada pelo governo federal. O acesso exigirá autenticação via Gov.br utilizando certificado digital da empresa.
Após a verificação, o sistema informará se a companhia está apta a participar do programa e quais linhas de crédito poderão ser contratadas.
As empresas pertencentes ao segundo grupo poderão confirmar o enquadramento por meio do cadastro do CNPJ, verificando se possuem atividade econômica contemplada pela Portaria MDIC/MF nº 171/2026.
Empresas interessadas em operações superiores a R$ 50 milhões também poderão buscar atendimento diretamente junto ao BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social).
*Estagiária do R7, sob supervisão de Augusto Fernandes, editor-chefe.
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