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Após acordo com governo, caminhoneiros encerram greve de 24 dias na Colômbia

Economia|Do R7

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Bogotá, 19 mar (EFE).- O governo da Colômbia e os caminhoneiros do país chegaram a um acordo nesta quinta-feira que põe fim a 24 dias de greve das transportadoras, o que provocou perdas milionárias, segundo informou o Ministério de Transporte. As partes conseguiram encerrar os protestos ao acertar a criação de ferramentas que permitam, através de instrumentos de acompanhamento e controle, o cumprimento das normas de regulação das relações entre todos os envolvidos no transporte por estrada, de acordo com o órgão. As transportadoras iniciaram a greve devivo ao desaparecimento da tabela de fretes em todas as rodovias do país, assim como pelo aumento no preço dos pedágios e do combustível. As empresas exigiam a interrupção "do aumento de até 300%" nos pedágios para financiar o desenvolvimento das estradas de quarta geração (4G). Outra exigência era evitar o deslocamento dos caminhoneiros tradicionais no transporte de hidrocarbonetos da Ecopetrol e de outras empresas produtoras e comercializadoras de petróleo que aumentaram o uso de oleodutos. Na sexta-feira da semana passada, quando as duas partes estavam a ponto de chegar a um acordo, romperam as negociações. Segundo a ministra de Transporte, Natalia Abello, desta vez foi possível chegar a um acordo "pela via do diálogo", com pactos "focados em benefícios tangíveis". Abello também afirmou que "o acordo conseguido foi fruto das necessidades e requerimentos dos transportadores de carga, que foram atendidos pelo governo". O Executivo colombiano e os representantes das transportadoras combinaram também a formação de uma comissão permanente de acompanhamento dos acordos que será integrada por especialistas em logística, multimodalidade e prestação do serviço de transporte de carga, representantes do governo e do sindicato. O acordo permite a afiliação e autoliquidação ao sistema geral de riscos trabalhistas por parte dos transportadores, assim como o acesso a linhas de créditos e ao programa especial de habitação. A greve dos caminhoneiros levou o governo militarizar algumas rodovias do país na terça-feira, de modo a garantir a mobilidade e o fornecimento de alimentos pelo território nacional. Além disso, 800 funcionários públicos, entre eles integrantes do Corpo Técnico de Investigação da Procuradoria colombiana, policiais e promotores, controlaram as estradas do país para evitar atos de violência durante o protesto social. EFE gdl/vnm

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