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Após bater R$ 3,61, dólar fecha o dia negociado a R$ 3,57

Leve alta de 0,2% da moeda norte-americana foi influenciada pelo humor dos mercados globais

Economia|Do R7

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Na máxima do dia, o dólar chegou ao patamar de R$ 3,6195
Na máxima do dia, o dólar chegou ao patamar de R$ 3,6195

O dólar fechou em leve alta nesta quinta-feira (19) após os preços do petróleo reduzirem as perdas, amenizando um pouco o mau humor nos mercados globais que levou a moeda norte-americana a superar R$ 3,60 durante a sessão.

O dólar avançou 0,2%, a R$ 3,5702 na venda, após chegar a subir mais de 1,5% e atingir R$ 3,6195 na máxima deste pregão. O dólar futuro recuava 0,08% no final da tarde.


"Aquele sentimento negativo que predominou em boa parte do dia diminuiu um pouco na parte da tarde. O gatilho foi a melhora do petróleo, que sofreu muito de manhã", resumiu o operador da corretora Intercam Glauber Romano.

Após chegar a recuar abaixo de US$ 48 pela manhã, o preço da commodity reduziu as perdas diante de preocupações sobre obstruções de oferta no principal terminal de petróleo da Nigéria. O contrato norte-americano terminou a sessão perto da estabilidade.


Os movimentos dos preços do petróleo têm afetado a demanda por ativos de risco, especialmente aqueles ligados a commodities. Durante a tarde, a moeda norte-americana também reduziu o avanço em relação a moedas como o peso mexicano.

A alta do dólar vista mais cedo veio também após a ata da última reunião do Federal Reserve, divulgada na véspera, reviver as apostas em aumento dos juros já na reunião de junho do banco central norte-americano.


"Há um rescaldo do movimento de ontem, de aposta em alta de juros do Fed", disse pela manhã o operador da corretora B&T Marcos Trabbold, acrescentando que "predomina a cautela nos mercados externos".

O presidente do Fed de Nova York, William Dudley, afirmou que o aumento de juros pode ser necessário em junho ou julho.


No cenário local, investidores adotaram cautela em meio a preocupações com a situação fiscal do Brasil e enquanto aguardam medidas concretas da equipe econômica do presidente interino Michel Temer.

O ministro do Planejamento, Romero Jucá, afirmou que o governo anunciará a nova previsão de déficit primário deste ano na próxima segunda-feira.

"O benefício da dúvida não dura para sempre e o relógio está correndo", resumiu o superintendente de derivativos da corretora de um banco nacional.

O Banco Central não realizou qualquer intervenção cambial nesta sessão. A autoridade monetária tem aproveitado o recuo recente do dólar para reduzir seu estoque de swaps cambiais tradicionais, que equivalem à venda futura de dólares, especialmente quando a moeda norte-americana vai abaixo de R$ 3,50.

Utilizando leilões de swap reverso, que equivalem à compra futura de dólares, e deixando os swaps tradicionais vencerem, o BC reduziu o estoque a cerca de US$ 62 bilhões, segundo dados da instituição. Esse montante somou mais de US$ 100 bilhões durante boa parte do ano passado.

Esses instrumentos, que oferecem proteção contra a alta da moeda norte-americana, tendem a gerar custos para o BC quando o dólar sobe. De maneira geral, operadores esperam que o BC mantenha a estratégia de reduzir essa posição em ocasiões de alívio do câmbio.

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