Após sucesso entre consumidores, aplicativos de táxi entram no mercado corporativo
Aplicativos para pedir o serviço de taxista investem agora no modelo corporativo
Economia|Do R7*

Após se popularizar entre os consumidores, os aplicativos que solicitam táxi pelo smartphone agora estão entrando para o mercado corporativo.
A Easy Taxi divulgou na semana passada a criação da plataforma Easy Taxi Corporate, que permite que clientes peçam o serviço por meio de uma conta corporativa.
Segundo a assessoria da plataforma, a modalidade permite o controle e monitoramento de gastos pelas empresas com relatórios online da evolução do gasto por funcionário, por exemplo.
Leia mais notícias de Economia
Taxista ganha cinco vezes mais com aplicativo para consumidores
O pagamento da corrida é feito pelo celular por meio de um boleto eletrônico. A plataforma, por enquanto, está disponível apenas na cidade de São Paulo.
O aplicativo foi criado em 2011. Segundo o fundador e diretor executivo da empresa, Tallis Gomes, a ideia do negócio surgiu após o empresário pedir um táxi e ele demorar a chegar.
— Liguei para uma empresa [para pedir o serviço]. Depois de 30 minutos, disseram que o serviço não vinha.
Modelo de negócios
A Easy Taxi, entretanto, não é a única plataforma do gênero a investir no sistema de táxi corporativo. Sua concorrente, a 99taxis, criada em 2012, também lançou a modalidade na mesma semana, permitindo às empresas pedir e pagar o táxi para o seu funcionário.
No sistema vinculado a empresas, o taxista preenche um cupom eletrônico, que tem seu preço confirmado pelo cliente na hora. Pela 99taxis, a empresa que cadastra seus funcionários pode efetuar o pagamento em até 30 dias.
Já no sistema normal dos aplicativos, desvinculado de empresas, os dois negócios funcionam de modo diferente. Enquanto a Easy Taxi obtém seu lucro por meio da comissão de R$ 2 por corrida feita pelos taxistas, a 99taxis não cobra nada dos motoristas.
Aplicativos para pedir entregas para motoboys seguem modelo dos táxis
Segundo um dos criadores do 99taxis, Ariel Lambrecht, a empresa estava investindo no negócio antes de lucrar, o que só acontecerá agora com o serviço de táxi corporativo.
Rapidez
Para o coordenador de estudos econômicos da Anefac (Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade), Miguel Ribeiro, os aplicativos para chamar táxi seguem uma tendência de os negócios se tornarem mais rápidos, além de migrarem para o meio digital.
— É a questão da rapidez, [o comércio] está convergindo para isso.
A tendência é de que os boletos referentes a corridas pagas a empresas de rádio taxi (que se comunicam entre si por uma central) sejam substituídos pelas notas eletrônicas dos aplicativos.
Veja as notícias do R7 na palma da mão. Assine o R7 Torpedo
*Colaborou Arthur Gandini, estagiário do R7













