Após três meses seguidos de melhora, confiança da construção tem queda de 4%
O índice médio do trimestre ficou em 118,8 pontos, o menor desde setembro de 2010
Economia|Do R7

O ICST (Índice de Confiança da Construção) piorou no trimestre que terminou em julho ao registrar queda de 4%, em relação ao mesmo período do ano anterior, após três meses consecutivos de melhora relativa.
De acordo com dados divulgados nesta sexta-feira (26) pela FGV (Fundação Getulio Vargas), na comparação do trimestre que terminou em junho deste ano ao mesmo período de 2012, a queda havia sido de 3,6%.
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O índice médio do trimestre ficou em 118,8 pontos, o menor da série iniciada em setembro de 2010. Segundo a FGV, o indicador sinaliza, portanto, "continuidade na tendência de arrefecimento do ritmo de atividade econômica do setor no início do terceiro trimestre de 2013".
Otimismo em baixa
O ICST pontual de julho (116,7 pontos) é também o menor da série histórica. Mas a distância em relação ao índice do mesmo mês do ano anterior, no entanto, ficou menor em julho: a variação mensal em 2013 foi de -3,9% neste mês, contra -4,8%, em junho.
Considerando-se as comparações trimestrais, a piora do ICST demonstra a avaliação sobre a situação atual e as expectativas das construtoras. A variação trimestral neste ano do Índice da Situação Atual passou de -7,2%, em junho, para -7,8%, em julho.
Na mesma base de comparação, o Índice de Expectativas passou de -0,6% para -0,8%, respectivamente. Na análise mês a mês neste ano, há uma melhora acentuada da situação atual (de -9,5%, em junho, para -7,3%, em julho) e estabilidade nas perspectivas futuras (-0,9% em junho e julho).
Setores
Dos 11 segmentos pesquisados, sete apresentaram piora, com destaque para Obras de Infraestrutura para Engenharia Elétrica e Telecomunicação cuja variação interanual do índice de confiança trimestral passou de -12,7%, em junho, para -14,2%, em julho; Obras de Montagem, ao passar de -16,2% para -18,2%, nos mesmos períodos; e Obras de Arte Especiais e Obras de Outros tipos (de -2,7% para -4,1%).
A queda do Índice da Situação Atual em julho foi influenciada pelo quesito situação atual dos negócios. A variação interanual do Indicador Trimestral deste item passou de -8,7%, em junho, para -10,3%, em julho.
Das 701 empresas consultadas, 24,5% avaliaram a situação atual como boa no trimestre findo em julho, contra 32,1% no mesmo período do ano anterior; 15,5% a consideraram ruim (contra 10,7%, em julho de 2012).















