Argentina tem vontade indomável de pagar dívida, diz ministro
Para Kicillof, reestruturação de dívida foi como derreter neve
Economia|Da Ansa

O ministro de Economia argentino, Axel Kicillof, disse nesta quarta-feira (20), que o governo de Cristina Kirchner tem "uma vontade indomável de pagar nossas dívidas externas". Em coletiva de imprensa realizada nesta manhã na sede do Ministério, Kicillof ainda disse acreditar que a reestruturação da dívida lançada em 2005 e depois em 2010, foi como "uma bola de neve que derretemos e se converteu em uma bolinha, que pode ser manejada".
O ministro também explicou que o "Projeto de Lei de Pagamento Soberano Local da Dívida Externa", anunciado na noite de ontem pela mandatária Cristina Kirchner, já foi enviado ao Senado.
O projeto, como explicou Cristina, possibilita "o pagamento soberano local da dívida exterior da Argentina", contemplando a criação de instrumentos legais para a cobrança dos serviços da totalidade dos detentores de bônus e aqueles que não aceitaram a reestruturação do valor.
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A presidente destacou — em um discurso que durou 43 minutos — que a decisão "incluiu nesta lei aqueles que não entraram nos em swaps", os chamados fundos abutres, alguns dos quais brigam com a Argentina na Justiça de Nova York.
O chanceler da Argentina, Héctor Timerman, também disse ontem que os Estados Unidos não deram uma resposta oficial sobre a demanda apresentada pelo país na Corte Internacional de Haia no âmbito da disputa sobre os fundos.
— Os Estados Unidos devem assumir sua responsabilidade pelos atos legais do juiz Thomas Griesa.
O governo de Buenos Aires formalizou no começo do mês uma queixa contra os Estados Unidos na Corte Internacional de Justiça, denunciando a "violação da soberania argentina" como resultado das "decisões judiciais adotadas pelos tribunais dos Estados Unidos em relação à reestruturação da dívida pública" do país latino-americano.
Griesa ordenou o pagamento dos fundos abutres e a Argentina está em default técnico após o fracasso nas tentativas de acordo com os credores dos títulos da dívida não renegociados.
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