Arrecadação do governo tem desempenho pior do que esperado e fecha março em R$ 99 bi
Comparado com o mesmo mês de 2016, resultado teve queda real de 1,16%
Economia|Do R7

A arrecadação do governo federal teve queda real de 1,16% em março sobre igual mês do ano passado, a R$ 98,994 bilhões, informou a Receita Federal nesta quarta-feira (26). O resultado veio pior que a expectativa de analistas, de arrecadação de R$ 101 bilhões, segundo pesquisa Reuters.
A performance no mês ecoou o forte e duradouro impacto da recessão econômica sobre o recolhimento de tributos e contribuições no país.
Sobre um ano antes, a arrecadação com Imposto de Renda Pessoa Jurídica/Contribuição Social Sobre Lucro Líquido (CSLL) diminuiu 1,253 bilhão, respondendo pelo maior impacto nominal em março, somando R$ 14,658 bilhões, com queda de 7,87% no período.
Também caíram a arrecadação com Imposto de Importação/IPI-Vinculado (-R$ 469 milhões, ou -10,92%), Cofins/PIS-Pasep (-R$ 460 milhões, ou -2,16%) e IOF, com arrecadação menor em R$ 343 milhões (-12,60%).
No primeiro trimestre do ano, a arrecadação teve alta de 0,08%, já descontada a inflação, a R$ 328,744 bilhões.
O dado positivo, contudo, só foi obtido por conta do salto de 47,75% nas receitas administradas por outros órgãos, linha que vem sendo beneficiada pelo aumento da arrecadação com royalties do petróleo, com alta nos preços da commodity.
Considerando apenas as receitas administradas pela Receita Federal, a performance no acumulado de janeiro a março teve retração real de 0,81%.
Tendo a continuidade do cenário de fracas receitas como justificativa, o governo piorou expressivamente a meta de déficit primário para o governo central (governo federal, Banco Central e INSS) no ano que vem, a R$ 129 bilhões, marcando outro ano de grande rombo nas contas públicas. Para 2017, a meta é de déficit pior, de R$ 139 bilhões.















