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Ata do Copom sugere cautela na condução da política econômica

Segundo o documento, "projeções e expectativas de inflação" vão determinar se Banco Central vai ou não voltar a cortar taxa Selic, em fevereiro

Economia|Do R7

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Inflação pode inibir novos cortes na taxa básica de juros
Inflação pode inibir novos cortes na taxa básica de juros

O Banco Central (BC) voltou a indicar nesta terça-feira (17), por meio da ata do último encontro do Comitê de Política Monetária (Copom), que "o atual estágio do ciclo econômico recomenda cautela na condução da política monetária". Na semana passada, o colegiado reduziu a Selic (a taxa básica de juros) de 5,00% para 4,50% ao ano. Foi o quarto corte consecutivo no atual ciclo de baixa da taxa básica, após 16 meses de estabilidade.

Na ata do encontro, divulgada na manhã desta terça, o BC também repetiu uma ideia contida no comunicado da decisão da semana passada: a de que "seus próximos passos continuarão dependendo da evolução da atividade econômica, do balanço de riscos e das projeções e expectativas de inflação".


Leia mais: Como a taxa Selic mexe com seu bolso

Na semana passada, economistas do mercado financeiro haviam avaliado, com base nestes comentários, que o BC tende a ser mais cauteloso na decisão de fevereiro do Copom.


A expectativa é de que a Selic seja mantida em 4,50% ao ano em fevereiro ou passe por um corte menor, de 0,25 ponto porcentual.

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Os integrantes do Copom também reafirmaram na ata que seu cenário inclui fatores de risco "em ambas as direções" - ou seja na direção de baixa e na de alta de inflação. 

De um lado, na avaliação do banco, o nível elevado de ociosidade da economia pode continuar produzindo uma inflação menor que a esperada.


Do outro lado, o Copom voltou a citar que o atual grau de estímulo - com quatro cortes seguidos que totalizaram 2 pontos porcentuais de redução na Selic - atua com defasagens sobre a economia. Isso aumenta a incerteza sobre os canais de transmissão da política monetária e pode elevar a inflação. A novidade foi que o BC pontuou no comunicado e também na ata que essa incerteza ocorre em um contexto de transformações na intermediação financeira.

O presidente do BC, Roberto Campos Neto, tem destacado em suas recentes apresentações que essas transformações ocorrem em todo o mundo, com o crescimento da oferta digital de produtos financeiros e com a entrada das chamadas fintechs no mercado de crédito.

Esse risco de uma inflação mais elevada, continuou o Copom, se intensifica nos casos de deterioração do cenário externo para economias emergentes ou eventual frustração em relação à continuidade das reformas na economia.

Mais uma vez, o Copom reconheceu que o processo de reformas econômicas tem avançado, mas repetiu que perseverar nesse processo é essencial para permitir a consolidação da queda da taxa de juros estrutural e para a recuperação sustentável da economia. "O Comitê ressalta ainda que a percepção de continuidade da agenda de reformas afeta as expectativas e projeções macroeconômicas correntes", reiterou a ata.

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