Auxílio Brasil é mais caro e menos efetivo que Bolsa Família, diz TCU
Segundo estudo do Tribunal de Contas da União, o programa de transferência de renda beneficia núcleos familiares unipessoais
Economia|Do R7

O TCU (Tribunal de Contas da União) apontou falhas no Auxílio Brasil, que substituiu o Bolsa Família em dezembro de 2021. Segundo levantamento do tribunal, a estimativa é que 3,51 milhões de famílias beneficiárias não cumpriam as regras para participar do programa em outubro de 2022, de um total de 21,1 milhões.
O benefício passou a contemplar em dezembro 21,6 milhões de famílias com a parcela de R$ 600, recorde do programa de transferência de renda, com 67 mil a mais em relação a novembro.
"O Auxílio Brasil beneficia famílias menores e estimula a fragmentação de núcleos formados apenas por adultos, gerando registros individuais e declarações distorcidas sobre composição familiar no Cadastro Único do governo federal", afirma o TCU em nota.
O valor pago, hoje de R$ 600,00, é o mesmo tanto para famílias com vários integrantes quanto para pessoas que moram sozinhas, distorção que prejudica crianças e adolescentes (público prioritário do programa).
Segundo o Ministério da Cidadania, houve um aumento do número de famílias unipessoais (composta de uma pessoa). Esse aumento se intensificou após novembro de 2021, passando de 8.929.623 (28% das 32.166.847 famílias registradas no Cadastro Único) para 13.912.102 milhões em outubro de 2022 (35% das 40.054.367 famílias registradas no Cadastro Único).
O estudo do Tribunal mostra que o custo-efetividade para reduzir um ponto percentual do hiato de pobreza proporcionado pelo Auxílio Brasil foi estimado em R$ 1,72 bilhão mensal. Já o custo do Bolsa Família foi calculado em R$ 1,43 bilhão.
"Em outras palavras, o pagamento de parcelas per capita tende a aproveitar melhor os recursos aplicados para retirar as famílias da pobreza do que o pagamento de valor único por família", indicou estudo do Tribunal.















