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Banco central americano mantém taxa de juros nos Estados Unidos

O comitê manteve em 5,25% a 5,50% ao ano; para o Brasil, adiamento de corte é negativo, porque taxa alta atrai investidor

Economia|Da Agência Estado

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Prédio do Federal Reserve, o BC americano Divulgação/FED

Como esperado pelo mercado financeiro, o Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano) decidiu manter a taxa de juros nos Estados Unidos. O comitê manteve a taxa dos Fed Funds em 5,25% a 5,50% ao ano, em comunicado divulgado nesta quarta-feira (1º).

A decisão foi unânime e está em linha com as expectativas do mercado financeiro.


O Fomc afirma em comunicado que a inflação diminuiu no último ano, mas permanecendo em patamar elevado. Destaca também que, nos últimos meses, “houve uma falta de progresso adicional em direção ao objetivo de inflação de 2%”.

O Fed ainda manteve a taxa de juros paga sobre saldo de reserva em 5,4%, decisão que entra em vigor a partir da quinta-feira, e a taxa de desconto ficou inalterada em 5,50% ao ano.


“O comitê julga que os riscos para alcançar seus objetivos de emprego e inflação se movimentaram em direção a um melhor equilíbrio ao longo do último ano. A perspectiva econômica é incerta, e o comitê permanece altamente atento aos riscos inflacionários”, diz o comunicado.

A demora dos EUA para iniciarem um ciclo de corte nos juros decorre do fato de a economia do país ainda mostrar força, com um crescimento robusto e um mercado de trabalho aquecido. Esse cenário dificulta a missão do BC de levar a inflação para a meta.

Para o Brasil, esse adiamento pode ser negativo. Isso porque taxas mais altas nos EUA atraem investidores para o país e acabam drenando recursos de economias emergentes e com maior risco. As taxas americanas em alta também resultam em enfraquecimento do real diante do dólar.

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