Logo R7.com
RecordPlus

Banco Central define nova taxa básica de juros nesta quarta-feira

Expectativas do mercado financeiro apontam para quarta redução seguida da Selic, para 4,5% ao ano, na última reunião do Copom de 2019

Economia|Alexandre Garcia, do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
BC deve renovar menor patamar histórico da Selic
BC deve renovar menor patamar histórico da Selic

Os diretores do BC (Banco Central) voltam a se reunir nesta quarta-feira (11) para decidir o patamar da taxa básica de juros da economia brasileira pelo menos até o início de 2020.

As expectativas do mercado financeiro apontam para a quarta queda consecutiva de 0,5 ponto percentual da Selic, para 4,5% ao ano. Caso o corte seja confirmado pelo Copom (Comitê de Política Monetária), a taxa de juros renovará o menor nível da história ao ser anunciada ao final da tarde, após ser analisado o ambiente econômico atual e os impactos futuros da decisão a ser tomada.


No último encontro do grupo, quando a taxa básica de juros foi reduzida para 5% ao ano, o Copom afirmou que os indicadores de atividade econômica "reforçam a continuidade do processo de recuperação da economia brasileira".

No documento a respeito do veredito, o grupo formado pelos diretores do BC destaca que a trajetória de queda da taxa de juros "encerra 2019 em 4,5% ao ano, permanece nesse patamar ao longo de 2020 e se eleva até 6,38% ao ano em 2021".


Leia mais: Quedas da taxa básica de juros não chegam aos consumidores

O grupo de economistas ouvidos semanalmente pelo BC também aposta na manutenção da Selic em 4,5% ao ano ao longo de 2020. Para 2021, a taxa de elevaria 6,25% e terminaria 2022 em 6,5% ao ano.


Ontem, o presidente do BC, Roberto Oliveira Campos, e os oito diretores da autoridade monetária realizam apresentações técnicas sobre a evolução e as perspectivas da economia e o comportamento do mercado financeiro. Nesta quarta-feira, o comitê projeta as possibilidades futuras e define a nova Selic.

Juros básicos


A Selic é conhecida como taxa básica porque é a mais baixa da economia e funciona como forma de piso para os demais juros cobrados no mercado. A taxa é usada nos empréstimos entre bancos e nas aplicações que as instituições financeiras fazem em títulos públicos federais.

Em linhas gerais, a Selic é taxa que os bancos pagam para pegar dinheiro no mercado e repassá-lo para empresas ou consumidores em forma de empréstimos ou financiamentos. Por esse motivo, os juros que os bancos cobram dos consumidores são sempre superiores à Selic.

Veja mais: Juros baixos deixam portabilidade de financiamentos atraente

A taxa básica também serve como o principal instrumento do BC para manter a inflação sob controle, próxima da meta estabelecida pelo governo. Isso acontece porque os juros mais altos encarecem o crédito, reduzem a disposição para consumir e estimulam novas alternativas de investimento.

Quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços, porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Já quando o Copom reduz os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo.

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.