Bancos acompanham BC e anunciam corte nos juros
Juros menores anunciador por Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander vão beneficiar pessoas físicas e jurídicas
Economia|Do R7

Banco do Brasil, Itaú Unibanco, Bradesco e Santander anunciaram na sequência da decisão do BC (Banco Central) de cortar a básica de juros da economia, a Selic, de 7% pra 6,75% ao ano, que vão repassar a redução para suas principais linhas de crédito.
Os juros menores vão beneficiar, conforme comunicados dessas instituições, pessoas físicas e jurídicas. Trata-se da nona redução consecutiva que os bancos anunciam desde o início do processo de afrouxamento monetário por parte do Banco Central.
Banco do Brasil
No BB (Banco do Brasil), as novas taxas começam a valer a partir da próxima sexta. No caso das pessoas físicas, o juro menor será para os empréstimos em que o cliente oferecer seu automóvel como garantia, nos quais as taxas serão reduzidas de 1,83% ao mês para 1,73% ao mês, na faixa mínima.
Já no caso das linhas em que o cliente oferece seu imóvel como garantia, o chamado home equity, os juros mínimos passam de 1,40% ao mês para 1,38% ao mês.
No financiamento de veículos novos e seminovos, contratados via canal mobile — no aplicativo do BB —, a taxa passará para 0,93% ao mês, ante 0,95% ao mês cobrados até então. Para as linhas de empréstimo pessoal sem garantia, o juro mínimo será reduzida de 3,33% ao mês para 3,31% ao mês.
O BB destaca ainda que também reduzirá os juros para pessoas jurídicas. Na linha desconto de cheque, as taxas mínimas passarão para 1,32% ao mês ante 1,34%. No desconto de títulos, vão cair dos atuais 1,16% ao mês para 1,14% ao mês. Os juros de linhas de capital de giro e antecipação de recebíveis para lojistas também ficarão mais atrativos.
Santander
O Santander informou que as novas taxas vão valer a partir da próxima segunda-feira, dia 12. O juro mínimo do financiamento de veículos cairá de 1,08% para 0,97% ao mês. No crédito pessoal, passará de 1,59% para 1,57% ao mês, e, no cheque especial, de 2 25% ao mês para 2,23% ao mês.
"Estamos no menor patamar histórico da taxa básica no País. Temos o compromisso de levar a dinâmica de redução deste componente dos juros bancários aos nossos clientes, para que eles possam prosperar cada vez mais", afirma Eduardo Jurcevic, superintendente executivo de Produtos de Crédito à Pessoa Física do Santander.
Bradesco
Já o Bradesco informou que vai repassar o corte de 0,25 ponto porcentual da taxa Selic em suas principais linhas de crédito de pessoa física e pessoa jurídica.
No Itaú Unibanco, as novas taxas passam a valer a partir do dia 14. Segundo o banco, haverá redução das taxas do empréstimo pessoal para pessoas físicas, com a taxa mínima passando de 1,48% para 1,37% ao mês. Para micro e pequenas empresas, serão alterados os juros cobrados na linha de capital de giro. O banco destaca ainda, em nota à imprensa, que no crédito a veículos, no qual apresentou crescimento do volume concedido no quarto trimestre de 2017 pela primeira vez em 21 trimestres, já vem reduzindo a taxa de financiamento, convergindo com a queda da Selic.
Itaú Unibanco
Apesar da redução dos juros, que caíram ao menor patamar na história do País, o presidente executivo do Itaú Unibanco, Candido Bracher, afirmou na terça-feira (6), em conversa com a imprensa, que espera que os spreads se mantenham estáveis neste ano a despeito da queda da Selic e da agenda do BC para baixar o custo financeiro do País. Tende a contribuir para isso, conforme ele, uma maior demanda por crédito que deve elevar o volume de empréstimos e, consequentemente, compensar menores margens.
Para o presidente da Austin Rating, Erivelto Rodrigues, os bancos terão de buscar formas de compensar a queda dos juros neste ano, já que as margens financeiras serão impactadas tanto do lado da tesouraria quanto nas transações de crédito. "Não terá outro jeito - para os bancos compensarem as menores margens - se não crescer a carteira de crédito com qualidade neste ano", avalia ele.
O BC (Banco Central) voltou a apresentar novidades em seu ranking mensal de reclamações contra o sistema bancário. No mês de julho, o número de queixas contra a Caixa superaram as do recém-vendido HSBC e fizeram com que o banco do governo voltasse ao t...
O BC (Banco Central) voltou a apresentar novidades em seu ranking mensal de reclamações contra o sistema bancário. No mês de julho, o número de queixas contra a Caixa superaram as do recém-vendido HSBC e fizeram com que o banco do governo voltasse ao topo do ranking após passar cinco meses longe do indesejado posto. Veja a relação completa nas imagens seguintes






![Investir na economia real era ainda mais complicado do que
hoje. Era impossível prever, por exemplo, quanto os clientes potenciais de uma
empresa poderiam gastar ou qual seria o preço dos insumos. O economista Persio
Arida afirma que não se “conseguia calcular a taxa de retorno [do
investimento]".
Não é de se estranhar que investidores estrangeiros também
fugissem dessas incertezas. O ex-diretor do Banco Mundial Carlos Braga,
professor da escola de negócios IMD, na Suíça, explica que “havia um ceticismo
grande com o Brasil no exterior e a moeda estável ajudou a mudar isso".
— Mas outras reformas
também foram importantes para chegarmos ao patamar de credibilidade atual, como
a lei de responsabilidade fiscal](https://newr7-r7-prod.web.arc-cdn.net/resizer/v2/QM2O24RE5RMF5AFVYQDFVKSX2I.jpg?auth=b8f2a1d41c1e66ad1284545490f25bdd1d4434cddc522b32e866de37b29fa0e8&width=780&height=536)















