Bolsa recupera parte das perdas e sobe 3,6%. Dólar recua para R$ 2,47
Moeda norte-americana recuou quase 2% na comparação com a segunda
Economia|Do R7, com Reuters

A Bovespa fechou em forte alta nesta terça-feira, com o seu principal índice acima dos 52 mil pontos, em sessão influenciada por expectativas sobre o futuro ministro da Fazenda. A sessão recuperou parte das perdas de segunda-feira (27), quando fechou em queda de 2,77%. Com o cenário mais otimista hoje, o dólar recuou 1,94%, cotado a R$ 2,47.
O Ibovespa fechou em alta de 3,62%, a 52.330 pontos. O volume financeiro do pregão somou R$ 9 bilhões.
Dados sobre o capital externo na Bovespa mostraram nesta terça-feira que o saldo voltou a ficar positivo em outubro até o dia 24, com sete pregões seguidos de entrada líquida de dólares.
Profissionais do mercado também citavam expectativas sobre novas medidas para a economia, particularmente após promessas nesse sentido a partir de novembro feitas pela presidente reeleita Dilma Rousseff ontem.
Em entrevista ao Jornal da Record, a presidente sugeriu mudanças na economia e prometeu conversar com "todos os setores" para entender a demanda de cada um.
— Mudanças serão feitas.
Os papéis da Petrobras, que ontem acumularam quedas de 12% (preferenciais) e 11% (ordinárias), hoje se recuperaram, com altas de 5,18% e 4,24%, respectivamente.
Dólar
O dólar fechou em queda de quase 2%, corrigindo boa parte da expressiva alta da véspera que se seguiu à reeleição de Dilma Rousseff.
Investidores aguardam novos sinais sobre como será a próxima equipe econômica e muitos acreditam que a vitória da petista já foi em grande parte precificada.
Segundo analistas, até que haja mais definições sobre como se comportará o governo nos próximos quatro anos, a perspectiva é de volatilidade.
A moeda norte-americana caiu 1,94%, a R$ 2,474 na venda, após atingir R$ 2,4705 na mínima do dia. Na segunda-feira, a divisa havia subido mais de 2,5%, maior alta em quase 3 anos.
"Parece que boa parte do mau humor com a reeleição de Dilma já foi colocado no preço nos últimos meses. Agora, investidores estão esperando para saber mais detalhes sobre o próximo governo para ajustar suas posições", afirmou o economista da 4Cast Pedro Tuesta.
Dilma, cuja atual política econômica é alvo de críticas nos mercados financeiros, foi reeleita no domingo na disputa mais apertada desde a redemocratização do país.
A perspectiva de que a petista poderia vencer a corrida eleitoral já havia tirado o dólar da casa dos R$ 2,20 para perto de R$ 2,50 de setembro para cá, com alguns analistas argumentando que o câmbio já tinha se ajustado ao resultado eleitoral.
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