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Bolsa salta 1,2% e supera 106 mil pontos pela 1ª vez na história

Índice de referência do mercado acionário brasileiro por avanço das negociações comerciais entre Estados Unidos e China

Economia|Do R7

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Giro financeiro da sessão somou R$ 18,9 bilhões
Giro financeiro da sessão somou R$ 18,9 bilhões

O Ibovespa marcou nova máxima de fechamento nesta segunda-feira (21), refletindo o otimismo global com as negociações comerciais entre Estados Unidos e China, bem como para a votação da reforma da Previdência.

O índice acionário brasileiro de referência subiu 1,23%, a 106.022,28 pontos, acima do recorde anterior, em julho, de 105.817,06 pontos. O giro financeiro da sessão somou R$ 18,9 bilhões, inflado pelo vencimento dos contratos de opções sobre ações, de R$ 6 bilhões.


O dólar, por sua vez, fechou em alta de 0,27% ante o real, R$ 4,1305 na venda. Na máxima, alcançada por volta de 14h30, a cotação foi a R$ 4,1530 na venda (+0,82%). Na B3, o contrato de dólar futuro de maior liquidez tinha ganho de 0,44% por volta de 17h28, para R$ 4,135.

As ações ganharam força após declarações do vice-premiê chinês, Liu He, no fim de semana, de que a China vai colaborar com os EUA para lidar com preocupações mútuas. A trajetória de ganhos em Wall Street ainda foi endossada por declarações do assessor econômico da Casa Branca de que as tarifas marcadas para dezembro podem ser retiradas se as negociações continuarem bem.


Para o gestor Guilherme Foureaux, da Paineiras Investimentos, a semana começou com tom positivo nas bolsas globais, principalmente pelo noticiário mais favorável sobre as negociações entre China e Estados Unidos, enquanto o Brexit continua sem definição. A Câmara dos Comuns recusou nova votação de acordo para a saída do Reino Unido da UE. O Conselho Europeu estaria avaliando pedido de adiamento.

Foureaux ressaltou, contudo, a expectativa de votação no Senado da reforma da Previdência, que pode encerrar o assunto após anos de discussões. "Apesar de esperado, sempre há algum nervosismo, já de que no Brasil eventos inesperados acontecem com bastante frequência."


"A reforma sendo concluída e o mundo seguindo nessa direção de uma trégua entre China-EUA e resolução momentânea do Brexit, os ativos brasileiros podem ter um bom final de ano", avaliou Foureaux, acrescentando ainda o leilão da cessão onerosa como evento potencialmente benigno.

Destaques


• YDUQS ON subiu 4,36%, tendo registrado máxima histórica intradia no melhor momento, R$ 40,86 (+6,6%), após a empresa de educação anunciar a aquisição do grupo de ensino superior privado Adtalem Brasil por R$ 2,2 bilhões, com vistas a ampliar a oferta em educação e acelerar o crescimento da companhia. COGNA ON caiu 1,3%.

• VALE ON teve elevação de 2,56%, em movimento acompanhado por CSN ON, que subiu 2,61%. CSN abre a temporada de balanços do terceiro trimestre no setor de metais na quarta-feira. Vale divulga o seu resultado no dia seguinte.

• ITAÚ UNIBANCO PN abandonou a fraqueza do começo do pregão e avançou 1,64%, assim como BRADESCO PN, que terminou em alta de 0,71%.

• PETROBRAS PN evoluiu 0,62%, apesar da queda dos preços do petróleo. O Itaú BBA reiterou recomendação outperform para as ações, definindo em R$ 38 o preço-alvo para o final de 2020, e de R$ 32 para o final de 2019.

• EMBRAER ON fechou em alta de 2%, tendo de pano de fundo pedido firme da Flexjet de 64 jatos executivos, num pedido avaliado em US$ 1,4 bilhão e que envolve aviões Praetor da fabricante brasileira.

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