Bovespa avança pelo 10º pregão seguido e tem maior série de ganhos desde 2010
Alta de 0,38% do índice foi apoiada pelo avanço das ações do Banco do Brasil e da Petrobras
Economia|Do R7

O principal índice da Bovespa fechou em alta pelo décimo pregão seguido nesta terça-feira (19), na maior série de ganhos desde 2010, apoiado particularmente no avanço das ações do Banco do Brasil e da Petrobras.
O viés dos mercados no exterior e o declínio dos papéis da Vale pesaram negativamente, deixando a bolsa paulista sem rumo definido na maior parte da sessão.
O Ibovespa subiu 0,38%, a 56.698 pontos, na máxima da sessão e no maior patamar desde 15 de maio de 2015. O volume financeiro somou R$ 7,1 bilhões.
A última vez que o Ibovespa teve mais altas consecutivas foi entre julho e agosto de 2010, com 11 sessões seguidas no azul.
No exterior, as bolsas europeias fecharam no vermelho, com resultados corporativos fracos, enquanto em Wall St resultados mistos esfriaram um pouco o ânimo do início da temporada de balanços.
Entre as commodities, o petróleo e o minério de ferro à vista na China encerraram em baixa.
Do panorama doméstico, o mercado segue à espera de anúncio pelo governo de medidas para fazer a economia a voltar a crescer. O presidente interino, Michel Temer, reuniu-se no final da manhã com a equipe econômica, mas não houve anúncios após o encontro.
"Por enquanto, continuamos vendo maior resiliência dos ativos brasileiros, favorecidos por perspectivas de melhora política e também econômica", disse a equipe da Guide Investimentos, em nota a clientes.
A Petrobras encerrou com as preferenciais em alta de 1,99% e as ordinárias com avança de 1,24%, conforme seguem expectativas ligadas à venda de fatia na BR Distribuidora.
O Banco do Brasil saltou 4,86%, descolando-se da fraqueza do setor bancário, apoiado em expectativa de vendas de ativos. No radar estava reportagem do Valor Econômico de que o BB está reavaliando o portfólio de investimentos, incluindo as participações nos bancos Votorantim e Patagonia. Nesse contexto, CIELO, onde o BB detém participação de quase 29%, avançou 2,74%.












