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Bovespa fecha em alta acompanhando exterior, mas incertezas locais e Fed limitam ganhos

Economia|Do R7

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Por Paula Arend Laier

SÃO PAULO (Reuters) - A Bovespa fechou em alta nesta terça-feira, na esteira do cenário externo benigno, mas com ganhos limitados pela apreensão com as persistentes incertezas políticas e fiscais no Brasil, bem como cautela antes de decisão de juros nos Estados Unidos.


O Ibovespa subiu 0,28 por cento, a 44.872 pontos. Na máxima, o índice de referência do mercado acionário brasileiro subiu 1,5 por cento. O volume financeiro somou 4,75 bilhões de reais, abaixo da média diária do ano, de 6,798 bilhões de reais.

"Não há por que o mercado ter uma alta robusta com todo o entrave político e incerteza sobre a questão fiscal do país", disse o analista Ricardo Kim da XP Investimentos, atrelando o movimento do dia ao desempenho das bolsas no exterior e à recuperação das commodities.


Em Wall Street, o S&P 500 avançava mais de 1 por cento, guiado por ganhos de ações de energia com o avanço do petróleo e das ações do setor financeiro diante da expectativa de alta de juros na quarta-feira pelo Federal Reserve.

A expectativa da primeira alta dos juros norte-americanos em quase uma década, porém, foi mais um componentes para a cautela nos mercados locais. "Ninguém vai assumir grandes posições", disse Kim.


O Fed anuncia na quarta-feira uma das decisões de política monetária mais aguardadas dos últimos tempos. Pesquisa Reuters com mais de 90 economistas apontou chance de alta de 90 por cento nos juros.

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DESTAQUES

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=PETROBRAS fechou com as ações ordinárias em alta de 3,76 por cento e as preferenciais com avanço de 2,91 por cento, seguindo a recuperação dos preços do petróleo. O presidente-executivo da companhia, Aldemir Bendine, afirmou nesta sessão que o ritmo de desinvestimento da estatal, importante para a redução no endividamento, será mais forte do que o imaginado em 2016.

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=VALE fechou com as preferenciais em alta de 4,15 por cento, em meio à trégua na queda dos preços do minério de ferro na China nos últimos dois dias. No ano, Vale PNA acumula queda de quase 45 por cento. O Credit Suisse cortou nesta terça-feira o preço-alvo do ADR (recibo de ação negociada nos EUA) da mineradora de 5 para 4,5 dólares e destacou que os investidores devem focar em desinvestimento nos próximos 12 meses.

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=CEMIG subiu 3,99 por cento, também se destacando na ponta positiva. Analistas do Bank of America Merrill Lynch elevaram a recomendação da ação de "underperform" para "compra", com preço-alvo de 9 reais, enquanto também sugeriram operação com compra do papel e venda do Ibovespa.

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=OI foi destaque de alta, fechando com ganho de 9,09 por cento. O grupo de telecomunicações afirmou nesta terça-feira que há outros interessados, além da russa LetterOne, em seu processo de consolidação no Brasil. Na esteira das expectativas sobre fusões e aquisições no setor, TIM PARTICIPAÇÕES avançou 2,9 por cento.

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=GOL caiu 3,28 por cento, após anunciar reajuste do preço de transferência de passagens e milhas para o programa de relacionamento SMILES, que subiu 1,06 por cento. Dados da Abear, entidade que representa as companhias aéreas, também mostraram nesta terça-feira que a demanda por voos domésticos no país em novembro recuou 7,9 por cento ante o mesmo mês de 2014.

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=CCR caiu 2,51 por cento, com analistas considerando caro o custo de financiamento para emissão de 400 milhões de reais em debêntures, com prazo de três anos, aprovada pelo Conselho de Administração da empresa de concessões de infraestrutura.

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=MAGAZINE LUIZA, que não está no Ibovespa, disparou 12,39 por cento, após a varejista renovar por 10 anos acordo com o BNP Paribas Cardif para joint venture de garantia estendida Luizaseg. A empresa receberá em 21 de dezembro 330 milhões de reais em razão do acordo. Na máxima, a ação avançou quase 30 por cento.

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=BTG PACTUAL subiu 3,19 por cento, no terceiro pregão seguido de alta, conforme segue o programa de recompra de ações anunciado na véspera. O grupo também informou que reduziu sua fatia na empresa de investimentos em imóveis BR Properties após vender parte de sua participação em leilão na leilão na BM&FBovespa na semana passada.

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