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Bovespa fecha estável e não sofre efeito imediato após pacote de concessões

Ibovespa encerrou a terça-feira com variação positiva de 0,01%, aos 52.815 pontos

Economia|Do R7

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Volume financeiro negociado na sessão somou R$ 6,74 bilhões
Volume financeiro negociado na sessão somou R$ 6,74 bilhões

A bolsa paulista fechou com o Ibovespa quase estável nesta terça-feira (9), com a alta das ações da Petrobras e de ações de educação sendo ofuscada pela queda no setor financeiro e avaliação sobre efeito apenas mais adiante do plano de logística lançado pelo governo federal.

O Ibovespa encerrou com variação positiva de 0,01%, aos 52.815 pontos. O volume financeiro negociado na sessão somou R$ 6,74 bilhões.


Na máxima, o principal índice da Bovespa chegou a subir 0,91%, seguindo a divulgação do PIL (Programa de Investimento em Logística), que soma investimentos de R$ 198,4 bilhões. O ânimo arrefeceu conforme os detalhes mostraram que maior parte dos aportes devem ocorrer apenas a partir de 2019.

A equipe do UBS disse que o anúncio do novo plano de logística é positivo, mas ressaltou que pode levar algum tempo para que os projetos se materializem, avaliando um impacto neutro para as empresas no curto prazo.


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A corretora Brasil Plural acrescentou que os pontos mais relevantes para as concessionárias de transportes listadas na bolsa estavam relacionados a alterações nos contratos de concessão e renovações antecipadas, ainda em negociação.

Destaques


A Petrobras encerrou com alta de mais de 3%, em meio à expectativa da divulgação do plano de negócios da estatal aguardado para este mês, tendo como pano de fundo o avanço dos preços do petróleo no exterior.

As ações da Estácio saltaram mais de 4% e as da Kroton subiram 2,15%, após o ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, anunciar na véspera que o governo fará nova edição do Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) em 2015. No caso de Estácio, operações no mercado de aluguel de ações reforçaram o avanço.

A CPFL Energia caiu 2,09% e ficou entre as maiores perdas do Ibovespa, embora com volume fraco, após o BTG Pactual colocar o papel na ponta vendida de seu portfólio para o setor elétrico, em substituição a Copel (retirada da lista após elevação do rating para "compra").

Os papéis da Rumo ALL, por sua vez, lideraram as perdas do Ibovespa, terminando em queda de 6,47%, após figurar entre os destaques de alta antes da divulgação de detalhes do plano de investimento em logística do governo federal.

A Ecorodovias e a CCR Rodovias também abandonaram os ganhos iniciais e terminaram com declínios de 3,46% e de 2,04%, respectivamente, também reagindo ao plano de logística do governo.

O BB Seguridade foi outro destaque de baixa, com queda de 3,09%, com o Itaú BBA chamando atenção para números de abril da Susep (Superintendência de Seguros Privados), que mostraram tendência mista em termos de crescimento dos prêmios e contribuições, conforme relatório a clientes.

As ações do Bradesco caíram 1,09%, com especulações do mercado sobre a possibilidade de o banco adquirir a unidade brasileira do HSBC, que confirmou nesta terça que planeja vender os negócios no Brasil.

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