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Bovespa fecha quase estável antes de votação da meta fiscal

O Ibovespa fechou com variação positiva de 0,03%, a 49.345 pontos

Economia|Por Paula Arend Laier

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No exterior, a sessão foi de fortes ganhos dos principais índices acionários norte-americanos e de alta dos preços do petróleo
No exterior, a sessão foi de fortes ganhos dos principais índices acionários norte-americanos e de alta dos preços do petróleo Luiz Prado

A Bovespa fechou praticamente estável nesta terça-feira (24), com agentes financeiros na expectativa da votação no Congresso Nacional da mudança na meta fiscal de 2016, considerada pelo mercado e pelo próprio presidente interino Michel Temer como um teste para o governo.

Apesar de o acréscimo marginal garantir o primeiro fechamento no azul em oito pregões, o principal índice da bolsa paulista não sustentou as máximas da sessão e chegou a oscilar no vermelho, conforme as ações do Banco do Brasil recuaram 5% após o anúncio de que o Fundo Soberano será extinto.


O Ibovespa fechou com variação positiva de 0,03%, a 49.345 pontos. Na máxima, subiu 1,36% e na mínima, caiu 0,36%. O volume financeiro do pregão somou R$ 5,19 bilhões.

No exterior, a sessão foi de fortes ganhos dos principais índices acionários norte-americanos e de alta dos preços do petróleo, o que corroborou o fechamento positivo do Ibovespa.


Nesta sessão, o governo interino anunciou suas primeiras medidas econômicas, consideradas positivas por analistas e em linha com a necessidade de um ajuste fiscal de longo, mas o mercado reagiu com certo pragmatismo dadas as incertezas ainda presentes.

O governo anunciou duas medidas econômicas com efeito imediato, envolvendo o BNDES e o Fundo Soberano e que somam cerca de 42 bilhões de reais, e outra que depende do aval do Congresso para limitar despesas primárias, incluindo desembolsos com saúde e educação.


A sensibilidade do mercado ao cenário político ficou clara com a reação negativa ao cancelamento da reunião da Comissão Mista do Orçamento (CMO) para votar a nova meta fiscal. Contudo, profissionais de renda variável avaliaram como exagerada a reação do mercado, tendo em vista que o cancelamento não necessariamente inviabiliza a votação da nova meta no plenário do Congresso, onde parlamentares buscam destravar a pauta para votar o objetivo fiscal.

"Não destravar a pauta hoje arriscaria não votar a mudança na meta esta semana por causa do feriado. Isso sim seria negativo", disse um gestor.

O projeto esperado para começar a ser votado ainda nesta terça-feira abre espaço para o governo central (Tesouro, Previdência e Banco Central) registrar um déficit primário recorde de R$ 170,5 bilhões, ante meta ainda vigente de superávit 24 bilhões de reais.

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