Brasil e Argentina aparam divergências e preparam oferta para UE
A Argentina tem imposto restrições a importações brasileiras desde o ano passado
Economia|Do R7

Recentes mudanças no governo argentino reduziram divergências comerciais entre as duas maiores economias sul-americanas e abriram caminho para uma proposta unificada de livre comércio com a União Europeia, disse o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Fernando Pimentel, nesta quinta-feira.
A Argentina tem imposto restrições a importações brasileiras desde o ano passado, apesar de ambos os países fazerem parte do Mercosul.
A Argentina concordou em permitir a importação de bens que eram retidos na fronteira, principalmente carros e sapatos, disse Pimentel, após reunir-se com o chefe do Gabinete de Ministros, Jorge Capitanich, e o Ministro da Economia, Axel Kicillof.
— Essa questão, que estava perturbando nossos exportadores, foi resolvida. Houve uma mudança na equipe e acreditamos que isso é positivo.
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A nomeação de Capitanich, um ex-governador de província, no mês passado, foi vista como uma mudança pragmática no governo da presidente Cristina Fernández, em meio a uma tentativa de recuperar a confiança de empresários.
Depois de um calote de grandes proporções ocorrido há uma década, o governo introduziu restrições às importações para melhorar sua balança comercial e gerar moeda estrangeira.
Embora o Brasil, o Uruguai e o Paraguai estejam prontos para apresentar suas ofertas de negociação de um acordo de livre comércio com a UE, o envolvimento da Argentina não era certo devido às suas políticas para proteger a indústria local.
Mas Pimentel disse que a Argentina está de acordo e que uma oferta unificada do Mercosul será apresentada em Bruxelas em 18 ou 19 de dezembro, após autoridades das quatro nações darem toques finais à proposta na semana que vem em uma reunião "decisiva" no Rio de Janeiro.















