Brasil perde 5.000 empresas e 1,6 milhão de empregos em 2015
IBGE divulgou nesta quarta o "censo" das empresas brasileiras
Economia|Diego Junqueira, do R7, com Estadão Conteúdo
O Brasil perdeu 5.000 empresas no ano de 2015, o que resultou numa queda de 1,6 milhão de postos de trabalho com carteira assinada, ou 4,5% dos empregos em companhias nacionais. O resultado faz parte do estudo "Demografia das Empresas", divulgado nesta quarta-feira (4) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).
No final de 2015, havia 4,6 milhões de empresas ativas no Brasil, sendo que 708,6 mil foram criadas naquele ano — número que caiu pelo sexto ano consecutivo —, enquanto que 713,6 mil sairam do mercado, resultando no saldo de 5.000 empresas a menos.
Com relação a postos de trabalho, as empresas ocupavam 40,2 milhões de pessoas, sendo 33,6 milhões (83,6%) como assalariadas e 6,6 milhões (16,4%) na condição de sócio ou proprietário.
As novas companhias acrescentaram 777,8 mil pessoas assalariadas ao mercado, enquanto que as empresas fechadas eliminaram 492,1 mil cargos. As empresas sobreviventes, contudo, sofreram um recuo significativo. As sobreviventes são aquelas que resistiram entre 2014 e 2015. No conjunto, elas perderam mais de 1,5 milhão de postos de trabalho.
Foi a primeira queda no pessoal assalariado desde 2008, quando o instituto passou a realizar anualmente o censo das empresas brasileiras, a partir de informações do Cempre (Cadastro Central de Empresas).
Segundo o levantamento, 97,7% do pessoal ocupado assalariado no ano de 2015 estava nas empresas sobreviventes, 2,3%, nas empresas recém-criadas, e 1,5%, nas empresas que saíram do mercado.
Os salários e outras remunerações pagos pelas entidades empresariais totalizaram R$ 982,4 bilhões em 2015, com um salário médio mensal de R$ 2.168,91, equivalente a 2,8 salários mínimos. A idade média das empresas ativas em 2015 era de 10,9 anos.















