Caixa anuncia convênio para empresas automotivas que não demitirem e estuda apoio a outras áreas
Objetivo do acordo é oferecer "condições especiais" ao desenvolvimento da cadeia produtiva
Economia|Do R7, com Agência Brasil e Reuters

A presidente da Caixa Econômica Federal, Miriam Belchior, assinou nesta terça-feira (18) um convênio na forma de "condições especiais" em linhas de crédito para capital de giro e investimento e descontos em juros de empresas que se comprometerem a não demitir funcionários durante a crise atravessada pelo setor automotivo.
— Como a presidente [Dilma Rousseff] tem dito, nós estamos numa travessia, estamos tomando um conjunto de medidas. Medidas de ajuste, mas também medidas de construir as condições de atravessar esse período,
O objetivo do acordo, assinado entre o banco, a Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores), o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) e a Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores), é oferecer condições de apoio ao desenvolvimento de toda a cadeia produtiva e deve ser expandido a outros setores da economia.
Leia mais sobre Economia e ajuste suas contasCaixa ultrapassa HSBC e volta a liderar ranking de reclamações bancárias após 5 meses
De acordo com Miriam, o banco público oferecerá condições especiais nas linhas de capital de giro e investimento, além de condições diferenciadas em linhas de crédito e outros produtos e serviços do banco, a fim de beneficiar da micro à grande empresa.
Segundo ela, a meta é contribuir para a melhoria do fluxo de caixa das empresas e fornecedores, auxiliando no pagamento de despesas, salários, tributos e reposição de estoques.
Miriam afirma ainda que o governo federal orientou o banco a replicar o modelo de apoio ao setor automotivo anunciado nesta terça-feira a outras indústrias, incluindo alimentos, papel e celulose, química, fármacos, eletroeletrônica, energia elétrica, telecomunicações e petróleo e gás. A presidente da Caixa afirmou que os valores que serão desembolsados para os outros setores além do automotivo ainda serão definidos.
A presidente da Caixa informou que o convênio é uma parceria importante, pois "as excelentes condições” oferecidas pelo banco contribuem para apoiar um dos setores que mais empregam.
— Com isso, vamos gerar possibilidades para que as empresas garantam suas atividades e equilibrem negócios, conforme a necessidade de cada uma.
Pelo acordo, a Caixa disponibilizará linhas de crédito para antecipação de contratos firmados entre o fornecedor e a montadora, de modo a suprir a necessidade de capital de giro. Eles terão à disposição linhas de crédito para capital de giro e investimento, com condições especialmente formatadas para o setor.
Em 21 anos, R$ 100 poupados viram R$ 967. Já dívida de R$ 100 vira R$ 500 bilhões!
As taxas de juros serão a partir de 0,83% ao mês, com prazo de 60 meses e carência de até seis meses para início do pagamento das prestações. As empresas fornecedoras poderão se programar para o aumento de despesas comuns nos últimos meses do ano, tais como pagamento do décimo terceiro salário, tributos e estocagem.
A Caixa também oferece linhas de crédito do Programa Pró-Transporte para renovação de frota, com taxas de juros máximas correspondentes à TR (Taxa Referencial) + 9% ao ano e até 96 meses para pagar, dependendo do projeto. O convênio prevê ainda o financiamento de máquinas e equipamentos novos e usados, com taxas a partir de 1,50% ao mês + TR, carência de seis meses e prazos de até 60 meses.
Para Luiz Moan Yabiku Júnior, presidente da Anfavea, o acordo tem grande potencial para impulsionar o mercado e auxiliar a indústria automobilística a superar as complexidades do panorama atual.
— Tenho a convicção de que contribuirá para o fortalecimento da cadeia de fornecedores, além de oferecer condições para a retomada da confiança, por parte dos investidores e consumidores.












